20 de fevereiro de 2013

Relato: Contornando Saco do Mamanguá + Travessia da Ponta da Joatinga - Paraty/RJ

Em Janeiro de 2008, junto com a Márcia conheci o Saco do Mamanguá pela 1ª vez, acampando na Praia do Curupira e com um bote inflável cruzamos o Saco até a Praia do Espinheiro para quem sabe seguir por trilha até a Enseada da Cajaíba, mas a Mãe Natureza não quis nos ajudar, trazendo chuvas, que nos obrigou a caminhar até Laranjeiras e lá pegar o circular até Paraty para depois seguir de barco até a Praia do Pouso da Cajaíba (uma logística e tanto – relato aqui). 
E com isso, a ideia de fazer uma caminhada que explorasse todo o Saco do Mamanguá foi deixada de lado e somente 5 anos depois resolvi voltar no Carnaval e dessa vez foi bem além das expectativas. 


Foto acima: chegando na deserta e linda Praia Grande da Cajaíba para cruzá-la de uma ponta a outra






Dividi toda essa caminhada em 3 álbuns de fotos

Contornando o Saco do Mamanguá: clique aqui
Travessia da Ponta da Joatinga: clique aqui
Cachoeira do Saco Bravo: clique aqui




Para essa trip convidei o Rodrigo e a Rosana que toparam na hora e por dispormos de 4 dias seria um desperdício fazermos somente o Mamanguá e com isso resolvemos emendar a Volta do Saco do Mamanguá com a Travessia da Ponta da Joatinga, onde seria a minha 3ª vez (relato da 1ª travessia: clique aqui - relato da 2ª travessia: clique aqui), mas agora pretendia também conhecer a Cachoeira do Saco Bravo por uma trilha que sai da Praia de Ponta Negra.
Trip marcada para o dia 9 de Fevereiro de 2013, agora era resolver o problema da logística. 
Com quase 1 mês de antecedência, já não encontrava passagens para Paraty saindo de SP; outra opção era seguir até Ubatuba e de lá em circular para Paraty Mirim, mas iríamos perder tempo precioso nesse deslocamento. O Rodrigo sugeriu que fossemos no carro dele, descendo até Paraty pela Estrada Cunha-Paraty, conhecida também como Estrada Real.
Logística resolvida, agora era torcer para que as tempestades que ocorriam quase diariamente em Sampa não pegassem a gente na caminhada. 
Cachoeira do Mato Limpo
No Sábado de madrugada do dia 9 de Fevereiro o Rodrigo me pegou em casa por volta das 05:00 hrs, seguindo em direção à Guaratinguetá com trânsito bem tranquilo. Por volta das 07:00 hrs já estávamos saindo da Via Dutra e pegando a Estrada Real, passando por Cunha pouco antes das 08:00 hrs. 
Na Rodovia ainda paramos na Cachoeira do Mato Limpo para alguns clics e no lugar já tinham vários turistas que também iriam descer a serra. 
Não ficamos muito tempo aqui e uns 10 minutos depois cruzamos a divisa SP/RJ, marcada por uma imensa placa do Governo de SP anunciando que estavam recapeando o trecho paulista da Rodovia. 

Estrada Cunha-Paraty
A partir daqui estávamos entrando no PN da Serra da Bocaina com cerca de 10 km por estrada de terra em péssimas condições. O carro do Rodrigo era um 4x4 com suspensão alta e com isso nem tomamos conhecimentos dos inúmeros buracos e muita lama pelo caminho.
No início a estrada até que apresentava condições razoáveis, mas que aos poucos foi piorando. Ao ultrapassarmos uma fila de carros de luxo (alguns da Hyundai) um dos motoristas não gostou muito e faltou xingar a gente, mas nem demos bola. 
Se esse pessoal conhecesse a estrada com certeza eles não desceriam a serra por aqui, já que carros muito baixos iam sofrer muito - com certeza algum guincheiro iria faturar naquele dia. 
Barzinho junto da estrada
Ao longo da descida paramos em alguns mirantes só para nos deixar ainda mais contentes com o lindo Sol, que era perfeito para uma caminhada. 
Pouco depois das 09:00 hrs paramos em um pequeno barzinho junto da estrada onde uma placa apontava ainda uns 2 Km até o final da estrada de terra, mas que seriam os piores trechos de toda estrada e não deu outra. 
Alguns minutos à frente e já encontramos um lamaçal enorme na estrada - até um velho Fusca estava tendo problemas para passar o trecho, mas logo chegamos no asfalto.
Mais uns 10 minutos e chegamos na Igreja da Penha, onde existe um posto de informações turísticas da Estrada Real desativado. 
Cachoeira do Tobogã

Em 2011 já tinha conhecido o lugar, mas o Rodrigo e a Rosana não, por isso resolvemos seguir a trilha que leva até a Cachoeira do Tobogã (também conhecida como Cachoeira da Penha) e ao Poço do Tarzan.
Depois de alguns clics, as 10:00 hrs continuamos a descida pela estrada, chegando em Paraty uns 20 minutos depois e em Paraty Mirim pouco antes das 11:00 hrs. 
Nossa intenção era deixar o carro em alguma garagem de morador, mas a poucos metros da praia encontramos o Camping e Estacionamento do Jesus onde tinham inúmeros veículos e alguns ônibus estacionados e para não perdermos tempo, escolhemos o lugar.
Próximo da Praia de Paraty Mirim

Começamos a caminhar as 11h15min em direção a última praia no fundo do Saco do Mamanguá: a Praia do Curupira.
Assim que saímos do estacionamento alguns barqueiros já nos abordaram oferecendo transporte até a Praia do Pouso, mas dissemos que iríamos chegar lá na caminhada.
Seguindo para o lado direito da praia, passamos em frente a um Posto da Policia Militar e alguns metros à frente pegamos uma trilha à direita em direção ao Mamanguá com trecho inicial muito íngreme, nos obrigando a parar em alguns momentos, mas a trilha é bem demarcada sem problemas de navegação.
Ao longo da subida cruzamos com alguns teiús (espécie de lagarto) e as 12:00 hrs chegamos no topo da trilha, na altitude de + - 200 metros.

Saco do Mamanguá
Daqui em diante a trilha segue em declive suave por dentro da mata até chegar em algumas casas de caiçaras cruzando com uma ou outra bifurcação. Por algumas aberturas no meio da vegetação o Saco do Mamanguá aparecia de vez em quando e depois de passar por algumas nascentes, chegamos nas suas margens e na primeira praia desse trecho da caminhada.
Daqui  em diante foi uma sucessão de inúmeras outras pequenas praias cruzando com riachos e bicas de água sem maiores problemas e assim fomos de praia em praia e com trilha sempre próxima ao costão, passando sempre próximos dos quintais de algumas casas. 
Praias do Mamanguá
As pessoas que estavam curtindo a praia na areia nem se importavam com nossa passagem e alguns até foram solícitos nos informando por onde a trilha seguia, quando tínhamos dificuldade em achar a trilha do outro lado da praia.
Por volta das 14h50min cruzamos com a única praia deserta desse trecho e quase que tomada pela vegetação, mas como nosso tempo era curto nem paramos para apreciar.
Alguns minutos à frente e passamos ao lado de uma pequena escola e as 15:00 hrs chegamos na Praia do Curupira onde existe uma casa com um imenso gramado em frente e várias árvores frutíferas.
Praia do Curupira
Já conhecia o lugar de 2008 quando acampei com a Márcia na varanda da casa e aqui encontramos um casal do RJ (Larissa e Charles) que também pretendiam cruzar o Mamanguá para chegar na Praia do Cruzeiro. Pouco minutos depois chegou um barqueiro oferecendo transporte (o Charles – o mesmo que me levou de canoa de um lado ao outro do Saco em 2008), mas ele se negava a cruzar o Mamanguá com todos nós 5 e as mochilas.
Ele dizia que seu barco a motor era pequeno e com o peso poderia entrar água; com isso teríamos de fazer 2 viagens tornando a travessia um pouco mais cara.  
Cruzando o Saco do Mamanguá
Ficamos argumentando por vários minutos e no final ele concordou em levar todo mundo com as mochilas até uma vilazinha ao lado da Praia do Espinheiro, já que era um trecho curto e com todos no barco, ele percebeu que o peso não ia atrapalhar, concordando em nos deixar na Praia do Cruzeiro, onde chegamos as 16:00 hrs. 
Depois de desembarcar em frente a pequena capela já seguimos direto para o Camping do Sr. Orlando, no extremo esquerdo da praia e nem perdemos tempo para montar as barracas e eu, Rodrigo e a Rosana seguimos direto para a trilha do Morro do Pão de Açúcar, conhecido também como Pico do Mamanguá, somente com as máquinas fotográficas. 
Topo do Pico do Mamanguá ou Pão de Açúcar
A trilha sai ao lado de uma pequena garagem de barco e é bem demarcada tendo uma declividade muito grande, mas sem água. 
Depois de 1h15 min chegamos na base onde existe um pequeno descampado a cerca de 50 metros do topo. O trecho final é pela encosta rochosa sem dificuldades até chegar no topo, na altitude de 420 metros. Aqui se tem uma visão de todo o Saco do Mamanguá e ficamos por certo tempo curtindo o visual com direito a rasantes de um helicóptero que estava realizando um passeio pela região. Por volta das 18h20min iniciamos a descida, chegando no camping uns 30 minutos depois. 
Montamos nossas barracas de frente para o Mamanguá e o banho foi em chuveiros de água fria.
O Rodrigo trouxe algumas mini pizzas que dividiu comigo, mas como também queria diminuir um pouco do peso da minha mochila, preparei uma refeição que eu tinha trazido.
Trilha pelo Mamanguá
A noite foi bem tranquila e muito quente e por volta das 06h30min todos acordamos para tomar o café da manhã e retomarmos nossa caminhada. O Rodrigo estava com um problema estomacal que o acompanhou quase toda a caminhada, mas nada grave. Saímos do camping pouco antes das 08:00 hrs seguindo no mesmo caminho da trilha que leva ao Pão de Açúcar, só evitando a bifurcação à direita uns 5 minutos depois.
Logo que saímos, um pulguento resolveu nos acompanhar e tentamos de todo jeito fazê-lo voltar, mas em vão. Ao longo da trilha tentamos deixá-lo dentro de algumas propriedades que possuíam cerca, mas o bicho sempre escapava e aparecia um pouco mais à frente.
Mansões no Mamanguá
Uns 10 minutos de trilha e já saímos numa pequena praia particular com uma imensa casa, onde foi gravado aquele filme dos vampiros que os adolescentes adoram e aqui foi difícil encontrar a continuação, por isso seguimos pela areia da praia.
Não demorou muito e o morador da casa veio nos alertar que não existia trilha pelo costão. 
A continuação era por trás da casa, nos levando até lá e ficamos até admirados com a gentileza e em outros pontos dessa caminhada também tivemos esse mesmo tratamento. 
Quem dera se em toda caminhada encontrássemos pessoas assim.
Trilha para a Cajaíba
Depois de cruzar o portão que divide a propriedade, seguimos por trilha concretada e de vez em quando na direção da praia, mas logo voltávamos para a mata e nos trechos onde tínhamos dúvidas, era só perguntar aos moradores, que eram bem solícitos.
Em alguns trechos encontramos placas indicando a direção da trilha e as 10:00 hrs chegamos na Praia do Engenho. 
Na verdade estávamos nos fundos das casas e dali é que saia a trilha em direção a Praia Grande da Cajaíba. Depois de várias tentativas de fazer o cachorro voltar para o Sr. Orlando, parece que conseguimos, pois ao chegarmos aqui ele já não mais nos acompanhava.
Pequenas quedas próximo da trilha
Antes de iniciar a trilha de subida até a crista, paramos em uma pequena cachoeira do lado esquerdo da trilha onde ficamos por alguns minutos.
Voltamos para a trilha até cruzar com uma pequena represa e emergir em trilha aberta para depois entrar definitivamente em mata fechada com subida bastante íngreme.
Sem bifurcações ao longo da subida, a Rosana disparou na frente e eu e o Rodrigo ficamos para trás porque íamos parando varias vezes. 
Por volta da altitude de 230 metros cruzamos com duas nascentes e só fomos chegar no topo da trilha as 12:00 hrs, na altitude de 430 metros. 
Praia Grande da Cajaíba
A trilha se abre mais a partir desse trecho e segue em declive acentuado até chegar na Praia Grande. 
Alguns minutos antes de chegar na areia da praia passamos por 2 bifurcações à esquerda que levam até a Praia Deserta e a uma pequena cachoeira, que por sinal é bastante frequentada, já que a trilha é bem demarcada. Assim que chegamos na Praia as 13:00 hrs a Rosana nos disse que já estava aguardando a uns 40 minutos (por aí já dava para perceber como estava nosso ritmo e o dela). 
A Praia justifica o nome e estava relativamente cheia no canto onde existem alguns barzinhos e como não tínhamos pressa, paramos embaixo de algumas árvores para descansar e curtir o visual.
Praia do Calhaus
Por volta das 14h15min retomamos a caminhada pela trilha passando ao lado de um Camping que informava até o valor: $20,00/pessoa e uns 15 minutos depois cruzamos outra praia: a da Itaóca, onde algumas barracas estavam montadas em um imenso gramado, próximo da areia. 
Esse trecho da Praia Grande até a Praia do Pouso foi um dos piores porque a trilha é totalmente aberta e o Sol estava muito forte e qualquer sombrinha que aparecia a gente parava. 
O que valia a pena era o visual que é de encher os olhos. Depois da Praia de Itaóca, ainda passamos pela Praia de Calhaus e paramos em um pequeno riacho com poço antes de chegarmos na Praia de Itanema.
Trilha beirando o litoral
Aqui ficamos descansando por certo tempo e comemos um lanche junto ao poço. 
Algumas crianças logo apareceram para curtir um mergulho e pular de uma pedra na água.
Depois de um belo descanso retomamos a caminhada e alguns metros chegamos em Itanema, que é a última praia antes de chegarmos no Pouso e dali iniciar outra longa subida até a Praia de Martim de Sá.
Chegamos na Praia do Pouso pouco antes das 17:00 hrs e paramos por alguns minutos. 
O início da subida é um pouquinho complicado de achar, mas qualquer morador pode ajudar. 
Bifurcação para a Praia da Sumaca
Nesse trecho cruzamos com vários grupos de japoneses voltando de Martim de Sá e que não eram brasileiros e as 18h20min chegamos no topo da trilha, na altitude de + - 300 metros. 
Aqui existe uma placa com os tempos de caminhada até a Praia da Sumaca e para Martim de Sá.
O trecho final é de descida suave por uns 30 minutos até chegar no Camping do Seu Maneco, já de noite. A trilha parece uma estrada de tão aberta que está, que eu achei um total exagero, pois foi retirada muita vegetação ao longo dela e ao chegarmos no Camping já montamos nossas barracas para depois seguir em direção à praia para um merecido banho de mar porque merecíamos. Naquela noite conhecemos outro casal (Lívia e Giovanni) que já estava no camping e iriam continuar a caminhada até Laranjeiras e combinamos de seguirmos juntos para a Praia de Ponta Negra no dia seguinte.
Com direito a banho no chuveiro de água fria e após um belo jantar, onde preparei o meu famoso macarrão com salame, fomos dormir.
Camping do Seu Maneco
Por volta das 06h30min de Segunda-feira (11/Fev) já estávamos de pé para desmontar as barracas, tomar um café da manhã e seguir para a Praia de Ponta Negra.
Depois de pagar para Seu Maneco, saímos do camping pouco antes das 08:00 hrs por uma trilha sugerida por ele, que sai do canto direito da praia e segue próximo do costão. 
Essa nova trilha é bem demarcada, passando pela foz de dois rios próximos para depois subir um pequeno trecho e seguir no plano até o Saco das Anchovas, onde chegamos as 09h15min. 
No local existem algumas casas de caiçaras e logo a frente a trilha nova se encontra com a antiga. 
Praia do Cairuçú

Passamos por alguns mirantes e uma placa advertindo que estávamos sendo filmados.
Paramos para um pequeno descanso e mais alguns minutos chegamos na bifurcação para a pequena Praia do Cairuçú.    
A trilha é bem íngreme e um pouco perigosa no trecho onde pulamos algumas enormes pedras sobre um riacho com a ajuda de uma corda e aqui é preciso ficar atento para não escorregar.
Chegamos na praia pouco depois das 10:00 hrs e aqui encontramos uma novidade: uma “jacuzzi” formada pelo represamento do riacho que desagua na praia e é claro que não resistimos e fomos desfrutar. 
Jacuzzi na Praia do Cairuçú
Na praia existe uma única casa onde estavam Dona Joelma e seus filhos e ela nos disse que mora com sua família no Saco das Anchovas, mas vem para cá quando vão pescar.
Depois de um breve banho de mar, voltamos para a trilha as 11:00 hrs seguindo pelo outro extremo da praia até chegar na casa do Sr. Aplígio, que mantém no quintal de sua casa um local de camping para mais de uma dezena de barracas. 
O que chama a atenção é a casa de “pau a pique” com vários buracos na parede. 
Depois de passar pelo quintal voltamos para a trilha principal e alguns metros a frente cruzamos um riacho.
Trilha se bifurcando
Ao passarmos pela última à direita, a trilha se divide em duas nesse ponto e para esquerda deve levar ao costão, mas nossa direção é para direita até chegar em outra bifurcação em “T” onde seguimos para esquerda - a da direita deve levar a alguma plantação logo acima (lembro que em 2004 quando passei aqui havia uma placa indicando o caminho certo para Ponta Negra). 
Eram por volta das 11h15min e agora a trilha segue por mata fechada sem muita inclinação cruzando alguns riachos. 
A Lívia, o Giovanni e a Rosana seguiram na frente enquanto que eu e o Rodrigo íamos em um ritmo lento, sem pressa.
Toca da Onça
Mesmo protegidos pelas árvores, o calor era muito forte e uns 40 minutos desde a última casa, a trilha fica mais íngreme e até encontramos um convidativo banco de madeira estrategicamente colocado junto da trilha, mas o Sol batia exatamente em cima, se tornando inviável para um descanso.
As 13h30min chegamos no último ponto de água da subida, na altitude de 460 metros e aqui o pessoal já nos aguardava.
Depois de um pequeno descanso voltamos a caminhar e logo à frente passamos pela Toca da Onça; não sei se é literalmente uma, mas o lugar parece ser muito bom para um bivaque de emergência. 
No meio da mata
Mais uns 15 minutos de subida e por volta das 14:00 hrs chegamos no topo da trilha, na altitude de + - 570 metros e de uma pequena abertura na vegetação é possível ver a Praia de Ponta Negra lá embaixo. 
Descansamos por mais alguns minutos e daqui em diante é uma pirambeira e tanto. 
Descíamos por trilha demarcada segurando nos galhos e raízes para não levar tombos e uns 30 minutos depois cruzamos um pequeno riacho.
O Giovanni teve um pequeno problema no joelho e no pé e para não agravar mais ainda ele seguiu em um ritmo lento.
Cruzando rios na Praia de Ponta Negra
Cruzamos com algumas bifurcações, mas a trilha principal é bem demarcada e não tem como errar até chegarmos ao um rio, onde inúmeros canos de água seguiam para as casas um pouco mais abaixo. 
Já próximo da praia, cruzamos novamente o rio, dessa vez para o lado esquerdo e as 16h40min terminamos a caminhada. 
Agora era procurar um camping para ficar e nas 2x em que passei por aqui sempre fiquei no Camping da Dona Direna, conhecido também como Camping da Zita. 
O lugar é perfeito e fica junto da escada que leva até a praia, mas tinha um problema; o lugar estava lotado, em parte pelo pessoal da Pisa Trekking, que também estava fazendo a travessia naquele Carnaval.
Camping do Ismael
Tínhamos a opção do Camping da Branca, mas se localiza um pouco longe da praia e por isso escolhemos o Camping do Ismael, que fica nos fundos do desativado Centro de Educação Integral, junto ao orelhão. O camping é pequeno e não comporta muitas barracas, mas para nossa sorte só tinha uma montada. São 2 banheiros com chuveiros, mas que são bem cuidados. Duas lonas cobrem uma parte do camping e podem ser muito úteis em caso de chuvas ou de muito Sol.
Nos fundos da casa existe um pequeno tanque onde lavei minhas roupas e deixei secando no Sol, que estava de rachar. 
Praia de Ponta Negra
Depois de montar as barracas, fomos para a praia curtir o final da tarde junto ao costão. Por causa das dores no joelho e uma bolha que inflamou, o Giovanni e a Lívia resolveram ficar na barraca e com isso só ficamos nós 3 até o por do Sol na praia. Naquele dia deixamos nossos fogareiros de lado e resolvemos comer um PF no Restaurante do Teteco e lá encontramos o casal. O peixe grelhado estava fenomenal e na nossa última noite mereceu ter um prato diferente no jantar.
Conversando com o Teteco sobre algumas trilhas da região, falamos que na manhã seguinte seguiríamos para a Cachoeira do Saco Bravo e ele disse que abriu e sinalizou a trilha para o lugar.
Até achamos que ele iria recomendar algum guia ou até dizer que a trilha era complicada, que poderíamos nos perder, mas não aconteceu nada disso. Pelo contrário; ele até nos deu algumas dicas. 
Seguindo para o Saco Bravo
Voltamos para o Camping e depois de outra noite tranquila acordamos cedo e por volta das 07h30min já estávamos iniciando a caminhada para a cachoeira, só levando uma pequena mochila de ataque com alguns salgadinhos e as máquinas fotográficas. 
A direção da trilha é pela mesma calçada concretada onde está o camping até iniciar uma subida no rumo sudeste; algumas bifurcações vão surgindo, mas onde tínhamos dúvidas era só perguntar aos moradores que sempre ajudam.
Passamos pela última casa depois de uns 15 minutos de caminhada e a partir daqui a trilha fica mais íngreme, cruzando com um pequeno riacho.
Vista do topo da trilha

Aparecem algumas aberturas na trilha e depois de passar ao lado de plantações de mandioca chegamos no ponto mais alto da trilha as 08:00 hrs, na altitude de 215 metros, onde existe um mirante natural. 
A partir daqui a trilha segue rumo descendente até chegar a uma bifurcação óbvia uns 20 minutos depois, onde numa palmeira jussara há uma inscrição de uma seta apontando para esquerda. Continuamos a descer, mas com pequenos trechos de subida até chegar a uma cabana abandonada do lado esquerdo e próxima do costão. Daqui em diante foram trechos de sobe morro/desce morro até chegar em um grande descampado ao lado de um enorme bambuzal com vestígios de um antigo acampamento. 
Cachoeira do Saco Bravo
Aqui ultrapassamos um grupo que pensei serem os piseiros (da Pisa Trekking), mas estava enganado; era somente uma família e cujos guias eram 2 crianças na faixa de 10 anos de idade. A trilha continua a descer e as 09:00 hrs chegamos no costão onde tivemos de pular enormes pedras, mas sem maiores dificuldades. 
A cachoeira é bem diferente das tradicionais; o costão rochoso criou uma pequena piscina natural onde termina a 1ª queda – ela está no que poderia ser considerado um degrau da rocha e as ondas batem a poucos metros do lugar. A piscina é estreita com uns 15 metros de comprimento e um pouco profunda em alguns pontos. 
Pequeno poço na cachoeira
É uma verdadeira dádiva da natureza e seu acesso só pode ser feito pela trilha, já que o costão justifica o nome de bravo. 
Ficamos aqui por quase 1 hora e meia nadando e curtindo um pouco do Sol.
O pessoal que estava na cachoeira saiu antes da gente e o retorno foi quase no mesmo tempo que viemos. Pela trilha cruzamos mais 2 grupos que seguiam para a cachoeira e algumas crianças como guias.
Depois de um belo banho no Camping, mochilas arrumadas e com roupas secas seguimos para Laranjeiras pela trilha as 13h20min. 
Praia das Galhetas
O casal Lívia e Giovanni saíram do Camping ainda pela manhã em direção a Laranjeiras de barco, já que ele ainda apresentava dificuldades para caminhar.
O trajeto até a próxima praia é por dentro da vilazinha, subindo um pequeno morro até chegar na Praia das Galhetas, que de praia não tem nada, já que é uma enseada repleta de pedras e foz de um pequeno rio que cruzamos por uma frágil ponte de madeira sem corrimão. Agora mais outra subida e descida de morro para chegar na bifurcação que leva até a Praia dos Antiguinhos, que não está visível da trilha principal e aqui ficamos por alguns minutos embaixo de uma sombra curtindo o visual. 
Chegando na Praia do Sono
Logo retomamos a caminhada e mais uns 5 minutos chegamos numa das mais lindas praias dessa travessia: a dos Antigos em que atravessamos de um extremo ao outro, parando por alguns minutos e protegidos do Sol que castigava demais.
Ainda cruzamos com mais 3 riachos pela areia da praia para depois subir outro morro onde visualizamos a última praia dessa travessia: a do Sono. Com quase 1,5 Km de extensão, a praia é o paraíso dos campistas, pois são inúmeros campings e restaurantes que vendem PF. Aqui chegam e saem barcos a todo o momento em direção a Laranjeiras, que economizam cerca de 1 hora de caminhada por trilha. 
Barco moradia
Eu e o Rodrigo chegamos na areia pouco antes das 16:00 hrs já com a Rosana tomando banho no rio e para variar uma turma fumava um baseado junto ao costão. 
Seguimos pela areia até o outro extremo da praia e de lá pelo último trecho de trilha até a Vila Oratório, onde pegaríamos o circular em direção a Paraty. 
Uma novidade que encontrei nessa trilha foram inúmeros trechos com corrimão e degraus de madeira, coisa que a uns 10 anos atrás nada disso existia; pelo menos proibiram o acesso de motos até próximo da praia.
Aqui se inicia a trilha para a Praia do Sono
E por volta das 17h30min chegamos na Vila Oratório onde aguardamos por quase 1 hora o ônibus chegar e como é de praxe ele partiu quase cheio só de mochileiros, obrigando o motorista a deixar alguns para trás, porque não cabia mais gente. 
Na verdade ele não partiu totalmente cheio, já que um grupo muito grande parou na catraca e com suas mochilas não deixavam ninguém mais ir para o fundo, deixando alguns assentos livres e o corredor quase vazio no fundão. 
Algumas pessoas só foram perceber que a parte do fundo estava vazia quando o ônibus partiu e aí gritaram belos nomes para a mãe do motorista.
E só foi chegar no trevo de acesso a Vila de Trindade que ele praticamente esvaziou (lá no local 2 ônibus de turismo já aguardavam os mochileiros).
Seguindo pela Rio-Santos descemos do ônibus em frente ao acesso à Paraty Mirim para pegar outro ônibus em direção a Vila e as 19h20min ele chegou e daqui foram uns 30 minutos até o Estacionamento do Jesus. 
Para retornar a SP evitamos a Rodovia dos Tamoios e seguimos pela Rodovia Osvaldo Cruz. O Rodrigo parou em uma lanchonete chamada Parada Obrigatória, próxima do inicio da serra em Ubatuba e que foi um achado porque os lanches eram bem grandinhos e baratos. Valeu a pena. Taí uma boa dica.
Ao longo da estrada eu e o Rodrigo nos revezamos na direção e fomos chegar em Sampa pouco depois da 01:00 hr da madrugada.   







Algumas informações úteis e dicas

# Fotos e um relato escrito pelo Rodrigo: Clique aqui

# Tracklog completo dessa travessia com subida ao Morro do Pão de Açúcar e Cachoeira do Saco Bravo feito pelo Rodrigo:

# Trilha para GPS da Cachoeira do Saco Bravo que usamos: 

# Só recomendo descer até Paraty pela Estrada Real se o veículo for um 4x4, ou algum com suspensão alta ou uma moto própria para trilha. Retorno pela mesma estrada é bem complicado mesmo em um 4x4. Atualmente em alguns trechos já foi colocado um tipo de piso de cimento, mas vai demorar um pouco mais para colocar em toda a estrada.

# Estacionamento do Jesus em Paraty-Mirim (antigo Camping Devaneios):  $10/diária para veículos – No local também funciona um camping - (24) 3371-0011/0008 

# Barqueiro Charles que fez o trajeto Praia do Curupira-Praia do Cruzeiro, cruzando o Saco do Mamanguá.
Valor: $80,00/5 pessoas, ficando em pouco mais de $15,00/pessoa.

# Uma opção bem mais barata para fazer esse trajeto de cruzar o Saco do Mamanguá é pegar um barco na Praia Grande (todos os moradores conhecem). Alguns barqueiros chegam a cobrar cerca de $30,00. O barqueiro Junior é um dos que fazem esse trajeto. Só atente que essa praia fica bem antes de chegar na Praia do Curupira, que é a última do Mamanguá, do lado direito.

# A caminhada que chega totalmente ao fundo do Mamanguá, passando pela região de mangue acho desnecessária. Até existe uma trilha demarcada que não necessita de barco, mas não tem muito visual e gasta um tempo precioso, que não tínhamos. Já tinha feito uma parte desse trecho alguns anos antes.  

# Camping Sr. Orlando na Praia do Cruzeiro - $20/pessoa e PF: $25 Reais.
Telefone celular por ondas de rádio: (24) 9916-3532

# Sinal de telefonia celular da Vivo só consegui em 3 lugares: no topo do Morro do Pão de Açúcar; no topo da trilha entre Cairuçú e Ponta Negra e na Vila do Oratório.

# Água não é problema tanto na volta do Mamanguá quanto na travessia da Joatinga, já que se cruzam inúmeros riachos e nascentes.

# Na Praia Grande da Cajaíba existem 2 cachoeiras. Uma em cada extremo da praia e com trilhas de acesso bem demarcadas.

# Em algumas praias da Enseada da Cajaíba encontramos barracas montadas em quintais de algumas casas.

# Camping do Seu Maneco (Praia Martim de Sá) – $20/pessoa. Como ficamos somente 1 noite, ele nos cobrou $15 Reais.

# Ao sair do Camping do Seu Maneco evite o trecho antigo, que sai de dentro do Camping - por 2x eu já tinha feito esse trecho anos atrás. Siga até o extremo da praia e lá sai uma trilha demarcada e bem mais tranquila até a Enseada das Enchovas, onde as 2 trilhas se encontram.

# Não deixe de conhecer a Praia do Cairuçú, apesar de ser bem pequena, a “jacuzzi” é fantástica. No local existe uma única casa que pertence a Sr. Pedro e Dona Joelma.

# Camping na Praia do Cairuçú é somente no quintal da casa do Sr. Aplígio, subindo um pouco a trilha que sai da praia. Valor: $15 Reais.

# Campings na Praia de Ponta Negra 
- Dona Direna ou Camping da Zita (às vezes quem cuida é o filho Bob) – junto da escada de acesso à praia.
- Camping da Branca (24) 9938-1614; (24) 9920-0036; (24) 9815-3780
- Camping do barqueiro Ismael (onde ficamos) – $20/pessoa - (24) 9973-8365

# Existem alguns chalés e quartos para alugar na Praia de Ponta Negra. 
- Teteco (24) 3371-2673 e (24) 9956-8822 – dono de um Restaurante na praia.

# Para quem tem experiência em trilha de mata fechada, considero possível fazer a trilha da Cachoeira do Saco Bravo sem GPS ou sem um guia, mas se não tem, contrate um guia. O Teteco pode indicar alguém.

# Alguns dos guias que levam até essa cachoeira são crianças na faixa de 10 anos de idade. 

# Barqueiros que fazem o trajeto Ponta Negra-Laranjeiras ou vice-versa:
- Ismael: (24) 9973-8365 (dono do Camping onde ficamos)
- Fábio: (24) 9959-7841
- Xandi: (24) 9981-9499

# Valores do transporte de barco – Carnaval/2013
- Ponta Negra-Laranjeiras: + - $30/pessoa
- Praia do Sono-Laranjeiras: $25/pessoa

# No link abaixo é possível consultar os horários dos circulares das linhas até Laranjeiras e Paraty Mirim: clique aqui

# Existe um orelhão nos fundos da Igrejinha na Praia do Pouso da Cajaíba. Quando passamos por lá, estava funcionando; já o orelhão que se localiza na Praia de Ponta Negra estava quebrado.

# Se não estiver fazendo a travessia completa da Joatinga, recomendo que fique na Praia de Ponta Negra, já que a partir dela é possível chegar em cachoeiras próximas e em 2 belas praias: Antiguinhos e Antigos. A Praia do Sono é uma possibilidade, mas a praia sempre fica lotada.

# É proibido camping nas Praias de Antigos e Antiguinhos, apesar de serem praias desertas.

# Não se esqueça de um estojo de primeiros socorros, principalmente com remédios para problemas estomacais. O Rodrigo que o diga.

# Protetor solar e repelente foram úteis obrigatórios para nós. Não se esqueça disso.

# Para evitar bolhas nos pés, como aconteceu com o Giovanni, evite uma bota estalando de nova e se puder passe vaselina nos pés e use duas meias: uma social e por cima outra esportiva.

# A lanchonete Parada Obrigatória de Ubatuba também funciona como Pousada:

21 comentários:

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  2. Ola Luciano.

    Como vc já fez a Travessia da Joatinga 2x, entao a volta do Saco do Mamanguá vai ser super tranquila.
    O visual é até mais legal que o da Joatinga, já que vc vai caminhar bem mais próximo do costão e sempre cruzando inúmeras praias.

    Boa sorte.

    Abcs

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  3. Lívia Perez23 agosto, 2013

    Augusto! Muito bacana o relato.
    Foi uma grande sorte conhecer você, Rosana e Rodrigo nesta caminhada.

    Sempre lembramos da sua frase para o Giovanni: 'Bota estralando de nova?!' e nos divertimos. Felizmente ficaram boas lembranças dessa travessia e já até fizemos outras!

    Abraços

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    1. Ola Lívia, tudo bom com vcs?
      Ultimamente nós três estamos fazendo muitas caminhadas juntos.
      E em todas elas sempre com êxito.
      A Lapinha-Tabuleiro foi a última e que foi sensacional.
      Essa semana coloco o relato com as fotos aqui.

      E a bota do Giovanni já laceou bastante? rs, rs, rs, rs.....
      Legal vcs terem feito outras caminhadas desde então.
      É isso mesmo. Não podem é desistir depois de um pequeno probleminha.
      E outros roteiros p/ vcs, tem de monte aqui hein.
      E não se esquecem que vcs tem de voltar lá na Joatinga e fazerem o circuito da cachoeira e a trilha até Laranjeiras, na caminhada.
      Aquele trecho final que vcs perderam vale a pena conhecer.


      Gde abc a vcs.

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  4. Olá Augusto,
    Mais uma vez recorro aos seus relatos pra organizar os meus rolês! O último que usei foi pra fazer a Serra Fina e agora que pretendo fazer a ponta da joatinga à partir do Pouso de Cajaíba estou aqui de novo.
    Mais uma vez parabéns pela qualidade do seu texto e das suas dicas!
    Aproveito pra fazer uma pergunta: Esta será a primeira travessia do meu filho de 11 anos que ja tem experiência com camping, pesquisei um pouco e decidi por esta pois imagino que seja onde temos maior facilidade de conseguir socorro caso necessário pela proximidade das residências, o que vc acha?
    Outra pergunta, por estar com ele, achei melhor diminuir a distância do segundo dia e caminhar no primeiro dia até a praia de cairuçú onde vc citou que existe possibilidade de camping, Qto tempo/distância vc acha que eu ganho com isso? é uma boa?
    Do mais, pelo que tenho lido, imagino que seja uma caminhada tranquila, onde minha maior dificuldade será a orientação, pois não tenho gps e vi que existem muitas bifurcações...
    Enfim, dentro de um mês pretendo fazer este rolê.
    Um abraço

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    1. Blz Fábio.
      Deu tudo certo lá na SF?
      Já passei por um perrengue daqueles por causa do tempo ruim.

      Joatinga é uma das melhores travessias de litoral. Visuais lindos e praias desertas.
      E pode ir tranquilo. Já vi muita criança nessa travessia, acampando com a família na Praia Martim de Sá e em Ponta Negra.
      Aquela subida do morro que separa a Praia do Cairuçú da Praia de Ponta Negra é bem íngreme e com mata fechada, mas com trilha de fácil visualização.
      O que eu recomendo é sempre ficar atento com animais peçonhentos, principalmente cobras. Serra do mar é um dos lugares que eu sempre encontrei jararacas, por isso muito cuidado. Quanto a um socorro, a Praia de Martim de Sá tá bem próxima do Pouso, onde tem muito barco. Praia do Cairuçú tem o Sr. Aplígio e em Ponta Negra é um lugar que tem a mesma quantidade de barcos que a Praia do Pouso.
      Quanto ao tempo e distancia, vai depender de que horas vc vai chegar na Praia do Pouso.
      Se vc puder, o ideal é pegar um barco bem de manhãzinha em Paraty Mirim, diminuindo em mais da metade o tempo da viagem de barco.
      Com isso vc chegaria por volta das 11:00 hrs no Pouso e teria tempo suficiente para caminhar até a Praia do Cairuçú e sem correria.
      Talvez vcs levem de 2 a 3 horas da Praia do Pouso até a Martim de Sá e de lá pouco mais de 2 horas até o Camping na Praia do Cairuçú. Mas lembre-se que terá de chegar cedo na Praia do Pouso p/ seguir direto até a Praia do Cairuçú.
      É uma boa sim, porque o segundo dia é o mais cansativo, com toda certeza. E é um trecho onde tem de ficar muito atento.
      Cairuçú é uma praia linda, apesar de ser muito pequena, mas vale o esforço para chegar até lá.

      Por esse relato ser bem atual, creio que se vc seguir ele à risca, não terá problemas. A trilha é bem demarcada. O trecho mais difícil é entre Martim de Sá e Ponta Negra, então passou esse trecho, o resto é bem mais tranquilo.
      E levar GPS se tornou desnecessário. A trilha principal tá ficando bem mais demarcada.

      Boa sorte.

      Abcs

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    2. Cara, na SF deu tudo certo, foi uma maravilha, tudo dentro do planejado, fizemos a travessia mais tradicional, com pernoites no Capim Amarelo, Vale do Ruah e Pico dos 3 Estados, foram 4 dias de muita pernada, porque o condicionamento conta muito lá, não é?!! rsrsrs

      Estou bastante tranquilo pra realizar a Joatinga, acho que não será muito complicado.

      Eu ja imaginava que só quando estiver na Martin de Sá é que poderei decidir se fico por lá ou vou até Cairuçu e, pelo que vc disse, será bem assim mesmo.

      Tive a ideia de deixar os carros na Laranjeiras e ir de busão até Paraty pra começar as trilhas, assim, quando terminar a caminhada não preciso ir até Paraty recuperar os carros, mas não consigo um lugar pra deixar o carro por lá (laranjeiras). Precisaria ser um lugar perto tanto do fim da trilha, quanto do local onde passa o busão pra Paraty. Pretendo pegar o primeiro busão Laranjeiras x Paraty, às 06:00 da matina. Se não der não tem problema, vou de carro até Paraty Mirim e depois volto pra buscá-lo (LaranjeirasxParaty Mirim), mas tenho medo dos horários de ônibus, neste link que vc indicou não existe esta linha!

      Enfim, estamos ainda no processo de agilizar a logística, faz parte, né?!

      Uma abraço e boas trilhas em 2014 !

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    3. Blz.

      Legal que não teve problemas na SF. É uma das travessias mais puxadas, mas não considero a mais difícil. Se pegar um tempo bom, dá p/ terminar essa caminhada exatamente como vc fez. O problema por lá é a falta de água, obrigando a levar uma mochila bem pesada.
      Se vc fez a SF sem maiores dificuldades, a Joatinga vc vai tirar de letra então. A trilha é bem mais demarcada e até demais.
      Tem muita água e só é preciso ficar atento nas bifurcações que podem confundir.
      No bairro de Vila Oratório, onde se inicia a trilha para a Praia do Sono vc encontra algumas casas que alugam suas garagens.
      Ou pode deixar na rua mesmo. Já vi inúmeros carros estacionados por lá dessa forma.

      Não existe uma linha de ônibus que faz o trecho Laranjeiras-Paraty Mirim.
      Vc terá de descer na Rodovia e esperar o circular p/ Paraty Mirim. Não tem outra opção.
      Foi o que a gente fez e até demos sorte, porque não demorou muito.
      Mas não confie muito nos horários que está no site. Pode ser que eles alteram. O ideal é ligar na empresa para confirmar.

      Mas eu se fosse vc, deixaria o carro em Paraty mesmo. Com isso não precisaria ir até Laranjeiras e depois voltar.
      Ficaria até mais fácil, porque logo pela manhã já iria p/ o cais e pegaria um dos primeiros barcos p/ a Praia do Pouso, chegando no Cairuçú antes do fim da tarde.
      Mas essa é a melhor opção só se vc estivesse chegando ao amanhecer em Paraty ou até dormisse na cidade.

      Boa sorte

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  5. Augusto, agradeço pelos seus relatos eles me são (e já foram) importantíssimos para minhas aventuras. Pretendo ir no próximo FDS para a travessia da Joatinga, na praia do Cairuçu que voce cita n relato servem refeições ? Abs. André Luperini

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    1. Blz André.
      Legal que os relatos são úteis nas suas caminhadas.
      Esse é o espírito.
      Passar o maior número de informações possíveis para quem queira repetir as trilhas que eu já fiz.

      Qto a oferecer alimentação na Praia do Cairuçú, não tenho certeza.
      Ali existem 2 casas: uma de frente para praia, mas que é usada somente quando uma família de pescadores saem para alto mar e usam a casa.
      A outra fica subindo a encosta.
      É lá que mora o Sr. Aplígio e que disponibiliza uma grande área para camping no quintal da sua casa, que é bem simples. Pode até ser que ofereça, já que pudemos comprovar que o lugar é usado pelo pessoal da agencia Pisa Trekking.

      No camping do Seu Maneco ele vende PF. Isso eu tenho certeza.
      E ele conhece bem o Sr. Aplígio e deve saber se lá é oferecida refeição.
      Não creio que Seu Maneco irá omitir essa informação, se alguém perguntar.
      Os dois são os moradores mais antigos dessa parte do litoral, com várias dezenas de anos morando por lá.


      Abcs

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  6. Muito bom o relato e melhor ainda o blog, parabéns!!!

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    1. Valeu Eugênio.
      Considerada uma das mais belas travessias de litoral, a Joatinga é inspiradora, ainda mais acrescentando a volta do Saco do Mamanguá.

      Abcs

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  7. Ola Augusto, excelente Relato. Estou planejando em fazer essa trilha, mas tenho somente 3 dias. Sabe se tem algum barco de Paraty Mirim direto para a Praia do Cruzeiro? Ou da Praia Grande para a Praia do Cruzeiro? Sabe os Horários e custos? Quais as dicas que vc me da para aproveitar pelo menos parte do que vc aproveitou em 3 dias? Obrigado.

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  8. Blz Haroldo.
    Seguir de barco até a Praia do Cruzeiro pode esquecer.
    Lembre-se que descendo nessa, ainda terá a caminhada até a Praia do Engenho.

    Na minha opinião a melhor logistica para vc é essa:
    Chegando em Paraty Mirim é só procurar barqueiros que te levem até Praia do Engenho.
    O percurso de barco é curto e dessa praia é que sai a trilha que te leva até a Praia Grande da Cajaiba.
    Vai sair mais barato do que vc pegar o barco e seguir direto para a Praia Grande da Cajaiba.

    Qto ao custo, é oferta e procura.
    Vai depender também de quantas pessoas vão estar com vc.
    Se for sozinho creio que o valor fique em média $30 Reais. Talvez um pouco mais.
    É combinar o preço na hora mesmo.

    Qto a travessia de 3 dias, o ideal é que vc faça o seguinte:
    Chegue cedo em Paraty Mirim. Assim que descer do barco, na Praia do Engenho, qqer morador pode te indicar a trilha. O barqueiro pode te ajudar também.
    A partir dali é só tomar como referencia os tempos que fizemos até Martim de Sá, onde irá acampar nessa primeira noite.
    No dia seguinte é só seguir para Ponta Negra, acampando por lá e no último dia finalizar a caminhada.

    Boa sorte.


    Abcs

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  9. Valeu Augusto. Vou tentar chegar na noite anterior, se tiver barco a noite vamos tentar atravessar para já estar acampados lá e partir para trilha bem cedo. Derrapente mudo a logística para ir de barco direto para pouso do cajaiba. Assim da para nesse dia depois q armar as barracas em Martim de Sá, fazer ataques na semana e farol da joatinga. O q acha?

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  10. Ola Haroldo.
    Já não tenho certeza se vc conseguirá barco durante a noite para a Praia do Cruzeiro, onde fica o Camping do Sr. Orlando.
    Se não conseguir, dá para ficar no estacionamento onde deixamos o carro. Lá também funciona um camping.
    E no dia seguinte, bem de manhazinha cruzar o Mamanguá de barco. Ou até ligando para o Sr. Orlando e combinar dele pegar vc em Paraty Mirim acertando o preço antecipadamente.

    Sinceramente eu não recomendaria seguir direto para a Praia do Pouso. Na minha opinião o trecho entre a Praia Grande e a Praia do Pouso é um dos mais bonitos dessa travessia.
    Vc vai passar por cada praia mais bonita que a outra. Vale a pena o esforço para passar esse trecho.
    Outra opção é vc seguir direto para a Praia Grande e lá iniciar a caminhada.

    Qto a acesso a Praia de Sumaca, pelo que eu sei, é possível acessar essa praia de barco a partir da Praia do Pouso ou de Martim de Sá.
    E já li muitos relatos de pessoas que fizeram isso. Saindo do Pouso ou de Martim de Sá.
    Se estiver em um grupo grande, o preço não sai tão caro e vc conhece a Praia e o Farol.

    Boa sorte.

    Abcs

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  11. Olá!
    Estou indo para Ponta Negra no final do ano e vou ficar com meu namorado em um camping. Estamos em dúvida entre o da Branca - que deve ser maior, talvez mais bagunçado mas mais propício para conhecer mais gente- e o do Ismael. (O da Branca fica a quanto tempo da praia? muito longe?)
    Tem alguma sugestão?
    Obrigada

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    1. Oi Daniela.
      O Camping da Branca possui também um pequeno restaurante, mas não é tão próximo da areia, como o Camping do Ismael.
      Eu não gostei do lugar por causa disso. Vc tem de caminhar entre as pequenas alamedas para chegar nesse camping.
      Longe não é. O problema é o acesso um pouco complicado para quem sai da praia.
      Também não gostei pelo tipo de piso.
      Se é um pouco mais movimentado, não sei dizer.
      O do Ismael é um pouco escondido e as pessoas quase não percebem ele, mas lá todo mundo conhece.
      Mas com certeza o mais movimentado é o Camping da Zita.
      Pode-se dizer que é pé na areia, porque o que separa da praia é só uma escada.
      Ele fica atrás dos barzinhos e junto a um enorme bambuzal.
      Já fiquei 2x nele e sempre estava com muitas barracas.
      Mas como o camping não é muito grande, não vai ser fácil conseguir vaga ali no final do ano.

      O que eu recomendaria a vc é tentar esse camping logo que chegar na praia e se estiver muito lotado, seguir para o do Ismael. E se lá também estiver lotado, seguir para o Camping da Branca.
      Mas como vc vai no reveillon, vá contando encontrar todos os campings lotados, porque todos esses 3 são pequenos.
      Mas vale a pena mesmo assim o esforço.
      A praia é linda.
      E não deixe de conhecer a Cachoeira do Saco Bravo também.

      Abcs

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  12. Falai amigo beleza? Tenho pesquisado essa travessia e eu gostaria de saber se tem como fazer essa travessia (monguagua + juatinga)andando ,sem pegar barco(sou adepto do low cost rs) partindo de Paraty Mirim

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  13. Sim, é possível fazer a travessia do saco do mamangua (não é monguagua) sem usar barco.
    Vc terá de contornar todo o saco e vai te tomar quase 1 dia de caminhada.
    Mas eu nunca fiz.
    Abcs

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