5 de novembro de 2016

Relato: Travessia Pedra Furada-Pedra do Sapo - Biritiba Mirim/SP

Olha eu aqui de volta na mesma trilha cerca de 1 mês depois. Era questão de honra; dessa vez eu tinha que finalizá-la. 
Quando fiz essa caminhada pela primeira vez, tentei chegar no topo da Pedra do Sapo pelo sul, seguindo uma suposta trilha que se iniciava na Trilha do Lobisomem, ao lado da casa do Seu Geraldo, mas ela estava tomada pelo mato – veja nesse relato.
Era impossível fazê-la em apenas 1 dia; para os mais corajosos, creio que até dê para chegar no topo da Pedra, mas com muito vara mato e 2 dias. 
E eu não estava a fim disso e por isso voltei agora em um Domingo, mas para fazer a trilha tradicional que chega ao topo da Pedra do Sapo pelo leste, passando por um trecho da Trilha do Lobisomem e ao lado do Pico do Gavião (ou Pico Peito de Moça). 
Devido ao clima que não estava ajudando tive que adiar essa trip por algumas semanas e mesmo na data escolhida fiquei com um pé atrás, porque tinha chovido em dias anteriores. E só fui ter a certeza no Sábado a noite, quando a mulher do tempo disse que a previsão para aquele Domingo seria de Sol com 60% de chances de chover só no final da tarde. E que se concretizou.
Minha intenção era chegar o mais cedo possível no início da trilha, passando pelas Cachoeiras da Pedra Furada e Light para dar tempo de chegar no Sapo antes do final da tarde. 
Trouxe também algumas dicas que peguei com Seu Geraldo, na última vez que fiz essa caminhada e um tracklog que mostrava o trecho final, onde eu não conhecia.



Na foto acima a Pedra do Sapo encoberta pela neblina



Fotos: clique aqui

Vídeo dessa travessia: clique aqui

Tracklog que gravei de toda a caminhada: clique aqui




Rodovia sob névoa
No Domingo acordei pouco antes das 05:00 hrs e na Estação Itaquera embarquei no trem da CPTM em direção a Guaianases, onde fiz a baldeação para outro trem em direção a Estação de Estudantes, em Mogi das Cruzes, chegando por volta das 07h30min no Terminal de ônibus municipais, do lado direito da Estação. 
Mas não dei sorte, porque fiquei aguardando por quase 1 hora o circular Manoel Ferreira sair as 08h15min, chegando na Balança do  Km 77, da Rodovia Mogi-Bertioga, por volta das 09h20min e com um pouco de pressa iniciei a caminhada logo em seguida.
O início da trilha fica no Km 80,4 e até lá vou seguindo pelo estreito acostamento da Rodovia sob um Sol de rachar, mas por volta do Km 80 dou de cara com uma espessa neblina que tomava conta da região. 

4 de outubro de 2016

Relato: Travessia Cachoeira Pedra Furada, Light + Trilha do Lobisomem - Biritiba Mirim/SP

Ultimamente tenho feito muitas caminhadas na região da Serra do Mar de Biritiba Mirim e por inúmeras razões: acesso fácil, trilhas pouco exploradas, diferentes opções de caminhadas e picos e cachoeiras para todos os gostos.
Depois de conhecer os Picos do Garrafão, Esplanada, ItapanhaúPedra do Sapo e as Cachoeiras da Pedra Furada e Light fui pesquisar uma trilha que ligasse um desses picos às cachoeiras e encontrei algumas boas opções. 
Mas devido ao tempo curto (apenas 1 dia) a opção escolhida foi uma trilha que liga as 2 Cachoeiras à Pedra do Sapo, passando pela Trilha do Lobisomem. Mas minha intenção não era seguir a trilha tradicional e sim procurar outra trilha que saísse próximo da casa do Seu Geraldo (famoso conhecedor de trilhas e morador dessa região). Uma parte dessa trip consegui finalizar sem maiores dificuldades, mas o trecho final tive que abortar e seguir por outro caminho, o que me fez atiçar ainda mais a curiosidade para retornar a essa região e explorar melhor outras trilhas.
A data escolhida foi um Sábado de Setembro nublado sem previsão de chuvas, iniciando a caminhada em direção à Cachoeira da Pedra Furada para depois seguir para Light e de lá para Pedra do Sapo.



Foto acima da Trilha do Lobisomem próximo da casa de Seu Geraldo




Fotos: clique aqui

Vídeo de toda essa travessia: clique aqui

Tracklog que eu fiz dessa caminhada: clique aqui




Com dois tracklogs da região: um do Vagner e outro do Rodrigo Moura, sabia que não teria problemas de navegação, pois vir para essa região sem conhecer as trilhas pode ser uma maneira fácil de se perder nas inúmeras bifurcações que existem. 
Por isso fica aí o aviso: se quiser explorar essas trilhas que venha preparado e cuidado em algumas bifurcações.

Acordando por volta das 05h30min da manhã embarquei no trem da CPTM na Estação Tatuapé em direção à Guaianases e lá troquei de trem e embarquei em outro que seguia para a Estação de Estudantes, em Mogi das Cruzes, chegando pouco depois das 07h30min. 
Seguindo pela Rodovia
Da Estação segui para o Terminal de ônibus municipais da cidade, que se localiza do lado direito, onde peguei o circular da linha Manoel Ferreira pouco depois das 08:00 hrs. 
O ponto final é em um bairro próximo da Rodovia Mogi Bertioga, mas meu objetivo era descer na Balança do Km 77. 
Ali eu e quase 1 dezena de mochileiros descemos do ônibus e como tinha pressa e o fator tempo era precioso para mim, nem conversei  com o pessoal, que ficou arrumando as mochilas num barzinho ao lado.
Já fui para a Rodovia e pé na estrada, pois me restavam ainda pouco mais de 3 Km até o início da trilha, no Km 80,4.
A previsão tinha acertado e o tempo nublado reinava sobre a região, mas sem chuvas. 

29 de junho de 2016

Relato: Pico do Garrafão - Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

Sabe aquele momento em que você tenta conhecer um lugar, mas circunstancias alheias a sua vontade interferem e não consegue o objetivo?
Pois foi isso que aconteceu na primeira vez que fui tentar chegar no topo desse pico. A caminhada era para chegar nos Picos do Esplanada e do Garrafão e até consegui chegar no topo do Esplanada, mas por não encontrar uma trilha que ligasse os dois, tive que abortar e depois do Esplanada seguir para o Pico do Itapanhaú (nesse relato). Só que dessa vez estava indo somente para o Garrafão e pela trilha tradicional, que segue um longo trecho pela Estrada da Adutora, para depois seguir por estradas secundárias até a base do pico. O início da caminhada foi também no Km 74,3 da Rodovia Mogi-Bertioga, onde desci do circular Manoel Ferreira, seguindo depois pela Estrada da Adutora Rio Claro e usando um tracklog para GPS. Foi uma caminhada longa e na volta, finalizei o trecho final no escuro, mas sem maiores dificuldades. 
Era o último pico que planejava fazer nessa região (Pedra do Sapo, Pico do Esplanada e Itapanhaú já tinha concluído) e com previsão de um Domingo de muito Sol, lá fui eu.


Na foto acima o Pico do Garrafão visto do topo do Pico do Esplanada



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Vídeo em HD com vários comentários ao longo da caminhada: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui





Bairro Manoel Ferreira
Aquele Domingo de manhã não estava tão frio quanto os outros dias e depois de desembarcar do Metrô na Estação Itaquera, segui pela CPTM até Guainases e de lá até a Estação de Estudantes. 
O problema foi aguardar um longo tempo no Terminal de ônibus municipais, esperando o circular Manoel Ferreira sair. Até tinha chegado cedo no local, mas só fui sair de lá por volta das 09h30min.
O ônibus, para variar, estava com vários trilheiros sentados no fundo, mas ninguém desceu no ponto de ônibus do Km 74,3 junto da Estrada de acesso ao Bairro. 
E exatamente as 10h20min iniciava a minha caminhada pela Estrada de terra que leva ao Bairro Manoel Ferreira e a partir daqui sigo pela Estrada da Adutora, rumo leste, paralela a tubulação de Agua da SABESP.
Adutora
Ao passar ao lado de uma plantação de pimentões toda queimada pela geada dá pena de ver – se não foi perda de 100%, chegou próximo disso. Nas bifurcações o rumo é bem obvio: seguir próximo da Adutora, às vezes pela direita ou esquerda para contornar um ou outro pequeno morro.
Lá pelas 11:00 hrs a Pedra do Sapo surge em destaque à direita e com cerca de 1 hora de caminhada, passo ao lado do Restaurante da D. Maria, que estava cheio. Não perguntei, mas me pareceu ser uma agencia de trekking com 23 pessoas se aprontando para sair em direção a Pedra do Sapo. Só cumprimentei um dos guias e segui em frente. Mais uns 10 minutos de caminhada e chego na bifurcação que leva a essa Pedra e ao Pico do Itapanhaú, mas continuo seguindo em frente, paralelo à tubulação. 

14 de junho de 2016

Relato: Picos da Esplanada e Itapanhaú – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

No mês de Abril quando cheguei ao topo da Pedra do Sapo (relato aqui) visualizei alguns picos próximos e que estavam com altitudes um pouco acima, me atiçando a curiosidade para conhecê-los algum dia.
E fui pesquisar quais eram esses picos e como chegar até eles em uma caminhada de um 1 dia qualquer.
O primeiro que apareceu na lista foi o Pico do Itapanhaú, onde fica uma enorme torre de telefonia celular, mas o acesso é feito por estrada asfaltada, tornando muito fácil a caminhada. Olhando na carta topográfica, outros picos eram o Esplanada e o Garrafão, que estão um ao lado do outro.
E deixando o Itapanhaú de lado, pensei em fazer esses dois, mas para chegar no topo do Garrafão teria de sair de um e chegar ao fundo de um vale onde se acessa a trilha que leva ao Garrafão. 
No Google Maps esse trecho não parecia ser muito longo, então lá fui eu.
Só lamento não ter acontecido como eu planejei, mas no final não deu para reclamar.
O acesso a eles é seguindo pela mesma estrada que leva ao topo da Pedra do Sapo, descendo no Km 74,3 da Rodovia Mogi-Bertioga e seguindo pela estrada paralela a Adutora Rio Claro.  
O primeiro que eu ia subir foi o Esplanada para depois seguir para o Garrafão. E no feriado do dia 26 Maio o clima ajudou e não pensei 2x. 
Com o tracklog desses dois picos, lá fui eu.



Na primeira foto o lado leste do topo do Pico da Esplanada e abaixo o Pico do Itapanhaú com sua torre da Vivo



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Vídeo em HD com algumas fotos dessa caminhada: clique aqui


Tracklog até o topo do Pico da Esplanada: clique aqui



Bairro Manoel Ferreira
Não foi fácil acordar em um feriado de muito frio pela manhã, mas era por uma boa causa. Desembarcando do Metrô na Estação Itaquera, fiz a transferência para a CPTM, em direção a Guaianases e lá fiz outra baldeação em direção a Estação de Estudantes, onde cheguei pouco depois das 09:00 hrs. Do lado direito da estação fica o Terminal de ônibus municipais e logo embarquei no circular Manoel Ferreira.
Vários trilheiros sentados no fundo, mas nenhum deles desceu no Km 74,3, junto da Estrada de acesso ao Bairro. Parece que todos estavam indo para as cachoeiras, alguns Kms mais à frente.
E pouco depois das 10:00 hrs estava iniciando a caminhada, seguindo pela Estrada de terra que leva ao Bairro Manoel Ferreira, onde chego em cerca de 10 minutos.
Adutora Rio Claro
Desse ponto a tubulação da Adutora da SABESP segue paralela a Estrada sentido leste. Depois de plantações de legumes e com cerca de cerca de 30 minutos de caminhada chego na primeira bifurcação, onde sigo para direita, passando embaixo da Adutora. 
A Pedra do Sapo, de vez em quando, se destacava à direita e pelo caminho encontro alguns bikers. Com cerca de 1 hora de caminhada chego no Restaurante da D. Maria, que é um ótimo ponto de apoio para uma refeição ou um estacionamento para alguém que veio de carro. O que chama a atenção é o único orelhão em toda essa caminhada, e que ainda funciona. 

12 de abril de 2016

Relato: Pedra do Sapo – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

Depois de conhecer as Cachoeiras da Light e da Pedra Furada recentemente (relato aqui e aqui), que ficam próximas da Rodovia Mogi-Bertioga, fui pesquisar outras opções na mesma região para uma trip futura em um Sábado ou Domingo qualquer. 
Deixando de lado as cachoeiras, minha intenção agora era subir algum dos picos que ficam próximos da Rodovia e a Pedra do Sapo era a primeira da lista. 
Seu acesso ao topo pode ser feito por 3 lugares diferentes: ao sul, iniciando no Km 79 da Rodovia, mas o trecho é de vegetação alta e eu não estava a fim de varar mato. Os outros 2 acessos são os mais usados: subindo por uma trilha à oeste e leste da Pedra, iniciando a caminhada no Km 74,3 e passando pelo Bairro Manoel Ferreira. Quem acessa a Pedra por essas 2 trilhas passa pelo centro do Bairro e segue por uma estrada paralela a Adutora do Rio Claro (enorme tubulação de água da SABESP). E com um tracklog da trilha pelo lado leste lá fui eu em um Sábado de muito Sol.


Na foto acima, de frente para a Pedra do Sapo


Fotos dessa caminhada: clique aqui

Também gravei 1 video com trechos dessa caminhada e imagens do topo em HD: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui



Inicio da caminhada junto da Rodovia Mogi-Bertioga
Acordei bem de manhãzinha, pois minha pretensão era chegar na Estação Estudantes (em Mogi das Cruzes) antes das 08:00 hrs para pegar o circular que saia logo em seguida.
Desci do Metrô na Estação Itaquera e em seguida embarquei no trem da CPTM até Guaianases, levando cerca de 20 minutos nesse trajeto. Lá fiz a baldeação para o trem em direção a Estação de Estudantes, que levou quase 1 hora de viagem. No Terminal de ônibus municipais, que fica do lado direito da Estação, embarquei as 08h15min no circular Manoel Ferreira.
Achava que o ônibus estaria lotado de trilheiros, mas somente um grupo seguia para as cachoeiras próximas da Mogi-Bertioga. 
Eu fui o único a descer na Rodovia ao lado da estrada que acessa o Bairro Manoel Ferreira. 
Bairro Manoel Ferreira
A localização é fácil, porque o ponto de ônibus fica junto da entrada do Bairro e pouco depois do Km 74, antes da Rodovia cruzar a Adutora da SABESP. 
Por estar em um lugar que não conhecia, desse local em diante fui me guiando pelo croqui do tracklog – preferi ainda não usar o GPS. 
Em cerca de 10 minutos pela estrada de terra chego no centro do bairro, que se resume a um mercadinho/barzinho, algumas residências e um ponto de ônibus coberto. 
Aqui é o meu primeiro contato com a tubulação da SABESP, que será minha referencia dali em diante.

29 de março de 2016

Dicas: Cachoeira da Light – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

Nesse inicio de 2016 não deu para fazer nenhuma caminhada que eu tinha planejado. A chuva não ajudou muito e preferi não arriscar em lugares onde pudesse passar por perrengues. Com os dias passando e o verão indo embora, eu já nem tinha mais esperança de fazer alguma trilha.
E na última semana da melhor estação do ano, o clima ajudou com a chuva dando uma trégua e a previsão era de tempo bom. E com isso não pensei 2x. 
Foi em cima da hora, já que decidi numa Sexta-feira para fazer a caminhada no Domingo, mas no final deu tudo certo.
Escolhi a Cachoeira da Light do Rio Sertãozinho, próximo da Rodovia Mogi-Bertioga, pois sabia como era uma parte da trilha, já que exatamente 2 anos atrás, em Março/2014 ao visitar a Cachoeira da Pedra Furada (relato aqui), segui por cerca de 20 minutos pela trilha que acessa essa cachoeira e constatei que não era tão complicada.
O acesso e a logística são relativamente simples, já que um circular que sai de Mogi das Cruzes tem ponto final a cerca de 3 Km do início da trilha.
E para quem não conhece a Cachoeira da Pedra Furada, essa é boa opção para visitar as duas, já que a distancia entre uma e outra é de no máximo 1 hora de caminhada por trilha não tão difícil. Claro que isso é para quem tem uma certa experiência em trekking.
Nessa postagem abaixo vou somente colocar algumas informações úteis e interessantes, em vez do tradicional e detalhado relato, já que não considero essa trilha complicada.
É uma caminhada que dá para ser feita sem correria em um Sábado ou Domingo qualquer de tempo bom, porque com tempo chuvoso é perda de tempo.


Na foto acima, na base da Cachoeira da Light, junto ao Poção



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Também gravei 2 videos em HD dessa trip.
Um mostrando como é a trilha de acesso e a Cachoeira da Light: Clique aqui

Outro somente mostrando como é a Cachoeira da Pedra Furada: Clique aqui

Em Setembro/2016 fiz uma travessia que passava pelas Cachoeiras Pedra Furada e Light, finalizando na Trilha do Lobisomem e criei um tracklog para GPS, que pode ser útil: clique aqui



Tenda junto da Cachoeira
# Infelizmente muita gente teve a mesma ideia que eu e a trilha estava com uma quantidade grande de grupos – contei mais de 30 pessoas fazendo a trilha. E isso porque não encontrei as vans de agencias que trazem muito mais gente, mas pelo menos quase a totalidade ficou na Cachoeira da Pedra Furada.

# Ao chegar na Cachoeira da Light encontrei o lugar deserto e quando estava saindo de lá chegou um grupo de 3 pessoas.

# O tempo ajudou e a maior parte do tempo estava um Sol de rachar com alguns momentos de tempo nublado, mas nada de chuva.

# Na Cachoeira da Light existem alguns descampados (uns 3 ou 4) e são perfeitos para camping. Encontrei até uma tenda improvisada montada junto ao rio.

# Sinal de telefonia celular não tem em nenhum ponto da trilha.



Como chegar ao início da trilha