20 de agosto de 2015

Relato: Travessia Itumirim - Carrancas/MG

Quando fiz a Travessia da Serra do Papagaio em 2011 era possível ver do topo do Pico do Papagaio e em alguns trechos dessa caminhada uma serra longitudinal que se elevava bem ao norte. E quando voltei para SP fui consultar as cartas topográficas da região para saber o nome dela: era a Serra de Carrancas e me atiçou a curiosidade de um dia fazê-la de um extremo ao outro (leste a oeste), mas os anos se passaram e fui deixando de lado. E em 2013 fui fazer com o Rodrigo e a Rosana (velhos amigos de caminhada) a Travessia Lapinha-Tabuleiro
Era minha primeira caminhada que foi feita totalmente em área de cerrado e campos rupestres e de lá só trouxe boas recordações, por isso prometi a mim mesmo que voltaria a fazer uma caminhada nesse tipo de vegetação se tivesse outra oportunidade e ela surgiu em 2015. 


Foto acima mostrando a trilha pela crista da Serra da Estancia


Fotos dessa travessia: clique aqui

Vídeo-resumo de toda a caminhada com trilha sonora do Pink Floyd, em HD: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui

Criei vários vídeos ao longo dessa caminhada; o 1º deles é esse, também em HD: clique aqui






Serras do Campestre e da Bocaina ao fundo
E com Julho chegando, fiz uma lista dos lugares que pretendia caminhar naquele mês. O primeiro, que já vinha tentando fazer a vários anos, mas nunca dava certo era a Serra do Quiriri, na divisa PR/SC. 
E para variar, esse ano também não daria, já que na região sul estava chovendo a vários dias, deixando até algumas cidades embaixo d’água e com isso tive que partir para o Plano B, que era a travessia pelo cerrado na Serra de Carrancas. 
Definido o lugar da caminhada, fui pesquisa-la no Google e a maioria dos relatos que encontrei detalhavam a Travessia Itutinga - Carrancas, que passava por 3 serras: Pombeiro, Galinheiro e de Carrancas em um circuito em forma de “C“. 
Circuito em Z
Olhando as cartas topográficas da região nota-se que entre Lavras e Carrancas se elevam várias serras: a da Bocaina, Campestre, Estancia, Pombeiro, Galinheiro e Carrancas, porém o que mais chama a atenção é o formato do circuito que elas formam: em “Z“, sendo que a Bocaina, Campestre, Estancia e Pombeiro formam uma sequencia única de serras. Já um pequeno trecho da Serra do Pombeiro e a do Galinheiro formam o outro trecho, enquanto a Serra de Carrancas finaliza o circuito. 
Pensei comigo: se desse para fazer todas as 6 serras juntas, seria uma linda caminhada e o que é melhor: sempre pelo cerrado, alternando com campos rupestres e vegetação de gramíneas.
Início da Serra da Estancia
Mas era longa demais e eu não dispunha de tantos dias para fazê-la - creio que o ideal é de 4 a 5 dias. Mas tinha uma saída: eliminar as Serras da Bocaina e Campestre, iniciando a caminhada por Itumirim, que é uma cidade vizinha de Lavras.
Dessa forma dava para fazer o circuito em Z começando pela Serra da Estancia e totalizando uns 3 a 4 dias pelas 4 serras.
E com uma bela vantagem: saindo de Itumirim até a base da Serra da Estancia, a caminhada seria pela linha férrea, ainda ativa e usada pela empresa FCA/VLI (Ferrovia Centro-Atlântica, do grupo VLI); bem melhor do que uma caminhada pelo asfalto.
A data que eu tinha disponível era do dia 20 a 23 de Julho (exatamente Segunda a Quinta-feira), inviabilizando qualquer tentativa de encontrar alguém que encarasse essa travessia no meio da semana. 
Restaurante Graal na Rodovia Fernão Dias

Já estando em uma cidade no sul de MG, o acesso até Lavras não seria complicado. Segui em um ônibus da Viação Gardênia em direção a BH, desembarcando no Posto/Restaurante do Graal, na Rodovia Fernão Dias, próximo do trevo de Lavras por volta das 12:00 hrs do dia 20/07. 
Do posto segui em outro ônibus da empresa São Cristóvão que me deixou na Rodoviária de Lavras, chegando por volta das 13:00 hrs e lá adquiri a passagem para Itumirim, saindo as 14h30min, sendo a mesma linha de ônibus que segue para Carrancas.
O ônibus saiu no horário e as 15h10min estava desembarcando em frente da Igreja Matriz de Itumirim, onde desceram apenas 3 pessoas.

10 de agosto de 2015

Dicas: 5 dias na cidade do Rio de Janeiro/RJ – Curtindo sem gastar muito

No mês de Julho sempre faço algumas trips para lugares turísticos e uma ou outra caminhada por trilhas, já que é o período de férias e o clima ajuda. 
Uma dessas opções é sempre com o intuito de que a Sophia (minha filha de 6 anos) curta a viagem. 
E dessa vez escolhi a cidade do Rio de Janeiro por vários motivos: muito elogiada por turistas durante a Copa do Mundo, próxima de SP e o mais importante: belos passeios para vários pontos turísticos para todos os tipos de bolsos e gostos.
Por já ter visitado a cidade por 2x (no reveillon de 1996 e 1999 - um  dos relatos é esse aqui) já sabia que atrações poderíamos conhecer e que a Sophia gostasse. A data escolhida foi o feriado da Revolução Constitucionalista do dia 9 de Julho em SP (Quinta-feira), ficando no RJ por 6 dias e permitindo visitar inúmeros lugares na cidade. 
E Com cerca de 4 meses comprei as passagens aéreas pela TAM, pelo valor de pouco mais de $80 Reais, saindo de Congonhas e descendo no Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo do centro da cidade. 
Embarcamos em SP no voo das 11:00 hrs, chegando no Hotel quando já estava abrindo o check-in e com isso ainda dava para aproveitar o restante desse primeiro dia para algum passeio. 


Duas fotos clássicas acima: a primeira no topo do Cristo Redentor com Pão de Açúcar e parte da cidade e a outra foto é do Estádio do Maracanã se enchendo para o jogo Flamengo x Corinthians. 





São quase 500 fotos e estão nesse link: clique aqui

Gravei também um vídeo no Estádio do Maracanã: clique aqui




Praça XV junto ao cais de embarque/desembarque das Barcas
# Em 2014, durante a Copa do Mundo na cidade do Rio de Janeiro, a segurança foi considerada um dos pontos positivos por muitos turistas estrangeiros e por isso não via preocupação quanto a isso, mas quando disse para alguns familiares e amigos que estava indo para lá; como sempre vieram aqueles comentários dizendo que a cidade é violenta, que muita gente morre em assaltos, muito conflito entre traficantes e Policia, etc. 
Em geral é aquele discurso que todo mundo já conhece quando vai visitar a cidade, mas quem for analisar os números da violência em geral verá que ela é até menor que SP e algumas cidades do Nordeste - veja nessa reportagem alguns números: clique aqui
Numa viagem de turismo você não vai visitar os morros ou bairros da periferia. E isso não é só em algumas cidades do Brasil; é no mundo todo. 
O fato é que a imprensa dá pouca atenção quando acontece um homicídio ou uma chacina na periferia de SP ou outra grande cidade, porém quando ocorre em um bairro turístico do RJ, aí sai até no Jornal Nacional e no mundo todo. 
Infelizmente é o que ocorre e aí fica aquela impressão de que visitar o Rio de Janeiro é pedir para ser assaltado ou até levar um tiro de bala perdida.
Depois das pacificações de muitas favelas no RJ a partir de 2008, a criminalidade reduziu muito e nos nossos passeios pudemos comprovar uma presença policial ostensiva em muitos pontos turísticos.


Nas areias da Praia de Ipanema
# Só tivemos um contato, vamos dizer indireto com a violência, quando uma senhora idosa, que é moradora do bairro de Ipanema nos ajudou a como chegarmos no Metrô já durante a noite e também me alertou para tomar cuidado com a máquina fotográfica, que eu estava levando na mão. 
Talvez pela proximidade com a favela do Morro do Cantagalo, já que estávamos passando ao lado, mas foi o único momento em que nos alertaram sobre isso. 
Até mesmo a caminhada pelas ruas do centro histórico em um Domingo foi bem tranquila. 
E isso porque passamos por várias ruas desertas e com pouquíssimo movimento de pedestres.

# Por termos pouco tempo para conhecer muitos lugares, tivemos que deixar de lado alguns museus e atrações históricas, infelizmente. 
Mas não tivemos do que reclamar com o clima; muito Sol em todos os dias e com temperaturas sempre acima de 30ºC – dava para ir à praia todo dia.
Quem sabe no ano de 2016, quando haverá as Olimpíadas na cidade, não voltemos lá e com uma infraestrutura melhor podemos desfrutar de outras atrações. 
Com o VLT (veículo leve sobre trilhos) e uma nova linha de Metrô chegando na zona oeste, com certeza dá para conhecer muitos outros lugares e com rapidez. 




Nosso roteiro foi:
1º dia (Quinta-feira): Pão de Açúcar. 
2º dia (Sexta-feira): Museu Internacional de Arte Naif, Corcovado (Cristo Redentor), Praia de Ipanema e Arpoador. 
3º dia (Sábado): Arcos da Lapa, Escadaria Selarón, Ruas de Santa Teresa, Catedral Metropolitana de São Sebastião, Museu da Marinha, Passeio marítimo pela Baia de Guanabara e Praia de Copacabana.
4º dia (Domingo): Teatro Municipal, Centro Histórico com Igreja da Candelária, Jogo Flamengo x Corinthians no Maracanã.
5º dia (Segunda-feira): Confeitaria Colombo, Ruas do Centro Histórico e Praia de Ipanema.
6º dia (Terça-feira): Retorno a SP.


Abaixo dividi por alguns tópicos e relacionei todos os lugares que visitamos, assim como algumas dicas de como chegar e nossas impressões.