20 de agosto de 2015

Relato: Travessia Itumirim - Carrancas/MG

Quando fiz a Travessia da Serra do Papagaio em 2011 era possível ver do topo do Pico do Papagaio e em alguns trechos dessa caminhada uma serra longitudinal que se elevava bem ao norte. E quando voltei para SP fui consultar as cartas topográficas da região para saber o nome dela: era a Serra de Carrancas e me atiçou a curiosidade de um dia fazê-la de um extremo ao outro (leste a oeste), mas os anos se passaram e fui deixando de lado. E em 2013 fui fazer com o Rodrigo e a Rosana (velhos amigos de caminhada) a Travessia Lapinha-Tabuleiro
Era minha primeira caminhada que foi feita totalmente em área de cerrado e campos rupestres e de lá só trouxe boas recordações, por isso prometi a mim mesmo que voltaria a fazer uma caminhada nesse tipo de vegetação se tivesse outra oportunidade e ela surgiu em 2015. 


Foto acima mostrando a trilha pela crista da Serra da Estancia


Fotos dessa travessia: clique aqui

Vídeo-resumo de toda a caminhada com trilha sonora do Pink Floyd, em HD: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui

Criei vários vídeos ao longo dessa caminhada; o 1º deles é esse, também em HD: clique aqui






Serras do Campestre e da Bocaina ao fundo
E com Julho chegando, fiz uma lista dos lugares que pretendia caminhar naquele mês. O primeiro, que já vinha tentando fazer a vários anos, mas nunca dava certo era a Serra do Quiriri, na divisa PR/SC. 
E para variar, esse ano também não daria, já que na região sul estava chovendo a vários dias, deixando até algumas cidades embaixo d’água e com isso tive que partir para o Plano B, que era a travessia pelo cerrado na Serra de Carrancas. 
Definido o lugar da caminhada, fui pesquisa-la no Google e a maioria dos relatos que encontrei detalhavam a Travessia Itutinga - Carrancas, que passava por 3 serras: Pombeiro, Galinheiro e de Carrancas em um circuito em forma de “C“. 
Circuito em Z
Olhando as cartas topográficas da região nota-se que entre Lavras e Carrancas se elevam várias serras: a da Bocaina, Campestre, Estancia, Pombeiro, Galinheiro e Carrancas, porém o que mais chama a atenção é o formato do circuito que elas formam: em “Z“, sendo que a Bocaina, Campestre, Estancia e Pombeiro formam uma sequencia única de serras. Já um pequeno trecho da Serra do Pombeiro e a do Galinheiro formam o outro trecho, enquanto a Serra de Carrancas finaliza o circuito. 
Pensei comigo: se desse para fazer todas as 6 serras juntas, seria uma linda caminhada e o que é melhor: sempre pelo cerrado, alternando com campos rupestres e vegetação de gramíneas.
Início da Serra da Estancia
Mas era longa demais e eu não dispunha de tantos dias para fazê-la - creio que o ideal é de 4 a 5 dias. Mas tinha uma saída: eliminar as Serras da Bocaina e Campestre, iniciando a caminhada por Itumirim, que é uma cidade vizinha de Lavras.
Dessa forma dava para fazer o circuito em Z começando pela Serra da Estancia e totalizando uns 3 a 4 dias pelas 4 serras.
E com uma bela vantagem: saindo de Itumirim até a base da Serra da Estancia, a caminhada seria pela linha férrea, ainda ativa e usada pela empresa FCA/VLI (Ferrovia Centro-Atlântica, do grupo VLI); bem melhor do que uma caminhada pelo asfalto.
A data que eu tinha disponível era do dia 20 a 23 de Julho (exatamente Segunda a Quinta-feira), inviabilizando qualquer tentativa de encontrar alguém que encarasse essa travessia no meio da semana. 
Restaurante Graal na Rodovia Fernão Dias

Já estando em uma cidade no sul de MG, o acesso até Lavras não seria complicado. Segui em um ônibus da Viação Gardênia em direção a BH, desembarcando no Posto/Restaurante do Graal, na Rodovia Fernão Dias, próximo do trevo de Lavras por volta das 12:00 hrs do dia 20/07. 
Do posto segui em outro ônibus da empresa São Cristóvão que me deixou na Rodoviária de Lavras, chegando por volta das 13:00 hrs e lá adquiri a passagem para Itumirim, saindo as 14h30min, sendo a mesma linha de ônibus que segue para Carrancas.
O ônibus saiu no horário e as 15h10min estava desembarcando em frente da Igreja Matriz de Itumirim, onde desceram apenas 3 pessoas.

10 de agosto de 2015

Dicas: 5 dias na cidade do Rio de Janeiro/RJ – Curtindo sem gastar muito

No mês de Julho sempre faço algumas trips para lugares turísticos e uma ou outra caminhada por trilhas, já que é o período de férias e o clima ajuda. 
Uma dessas opções é sempre com o intuito de que a Sophia (minha filha de 6 anos) curta a viagem. 
E dessa vez escolhi a cidade do Rio de Janeiro por vários motivos: muito elogiada por turistas durante a Copa do Mundo, próxima de SP e o mais importante: belos passeios para vários pontos turísticos para todos os tipos de bolsos e gostos.
Por já ter visitado a cidade por 2x (no reveillon de 1996 e 1999 - um  dos relatos é esse aqui) já sabia que atrações poderíamos conhecer e que a Sophia gostasse. A data escolhida foi o feriado da Revolução Constitucionalista do dia 9 de Julho em SP (Quinta-feira), ficando no RJ por 6 dias e permitindo visitar inúmeros lugares na cidade. 
E Com cerca de 4 meses comprei as passagens aéreas pela TAM, pelo valor de pouco mais de $80 Reais, saindo de Congonhas e descendo no Aeroporto Santos Dumont, que fica próximo do centro da cidade. 
Embarcamos em SP no voo das 11:00 hrs, chegando no Hotel quando já estava abrindo o check-in e com isso ainda dava para aproveitar o restante desse primeiro dia para algum passeio. 


Duas fotos clássicas acima: a primeira no topo do Cristo Redentor com Pão de Açúcar e parte da cidade e a outra foto é do Estádio do Maracanã se enchendo para o jogo Flamengo x Corinthians. 





São quase 500 fotos e estão nesse link: clique aqui

Gravei também um vídeo no Estádio do Maracanã: clique aqui




Praça XV junto ao cais de embarque/desembarque das Barcas
# Em 2014, durante a Copa do Mundo na cidade do Rio de Janeiro, a segurança foi considerada um dos pontos positivos por muitos turistas estrangeiros e por isso não via preocupação quanto a isso, mas quando disse para alguns familiares e amigos que estava indo para lá; como sempre vieram aqueles comentários dizendo que a cidade é violenta, que muita gente morre em assaltos, muito conflito entre traficantes e Policia, etc. 
Em geral é aquele discurso que todo mundo já conhece quando vai visitar a cidade, mas quem for analisar os números da violência em geral verá que ela é até menor que SP e algumas cidades do Nordeste - veja nessa reportagem alguns números: clique aqui
Numa viagem de turismo você não vai visitar os morros ou bairros da periferia. E isso não é só em algumas cidades do Brasil; é no mundo todo. 
O fato é que a imprensa dá pouca atenção quando acontece um homicídio ou uma chacina na periferia de SP ou outra grande cidade, porém quando ocorre em um bairro turístico do RJ, aí sai até no Jornal Nacional e no mundo todo. 
Infelizmente é o que ocorre e aí fica aquela impressão de que visitar o Rio de Janeiro é pedir para ser assaltado ou até levar um tiro de bala perdida.
Depois das pacificações de muitas favelas no RJ a partir de 2008, a criminalidade reduziu muito e nos nossos passeios pudemos comprovar uma presença policial ostensiva em muitos pontos turísticos.


Nas areias da Praia de Ipanema
# Só tivemos um contato, vamos dizer indireto com a violência, quando uma senhora idosa, que é moradora do bairro de Ipanema nos ajudou a como chegarmos no Metrô já durante a noite e também me alertou para tomar cuidado com a máquina fotográfica, que eu estava levando na mão. 
Talvez pela proximidade com a favela do Morro do Cantagalo, já que estávamos passando ao lado, mas foi o único momento em que nos alertaram sobre isso. 
Até mesmo a caminhada pelas ruas do centro histórico em um Domingo foi bem tranquila. 
E isso porque passamos por várias ruas desertas e com pouquíssimo movimento de pedestres.

# Por termos pouco tempo para conhecer muitos lugares, tivemos que deixar de lado alguns museus e atrações históricas, infelizmente. 
Mas não tivemos do que reclamar com o clima; muito Sol em todos os dias e com temperaturas sempre acima de 30ºC – dava para ir à praia todo dia.
Quem sabe no ano de 2016, quando haverá as Olimpíadas na cidade, não voltemos lá e com uma infraestrutura melhor podemos desfrutar de outras atrações. 
Com o VLT (veículo leve sobre trilhos) e uma nova linha de Metrô chegando na zona oeste, com certeza dá para conhecer muitos outros lugares e com rapidez. 




Nosso roteiro foi:
1º dia (Quinta-feira): Pão de Açúcar. 
2º dia (Sexta-feira): Museu Internacional de Arte Naif, Corcovado (Cristo Redentor), Praia de Ipanema e Arpoador. 
3º dia (Sábado): Arcos da Lapa, Escadaria Selarón, Ruas de Santa Teresa, Catedral Metropolitana de São Sebastião, Museu da Marinha, Passeio marítimo pela Baia de Guanabara e Praia de Copacabana.
4º dia (Domingo): Teatro Municipal, Centro Histórico com Igreja da Candelária, Jogo Flamengo x Corinthians no Maracanã.
5º dia (Segunda-feira): Confeitaria Colombo, Ruas do Centro Histórico e Praia de Ipanema.
6º dia (Terça-feira): Retorno a SP.


Abaixo dividi por alguns tópicos e relacionei todos os lugares que visitamos, assim como algumas dicas de como chegar e nossas impressões.

30 de março de 2015

Relato: Expedição de 8 dias pelo Monte Roraima – Venezuela – Janeiro/2015

Subir ao topo do Monte Roraima fazia parte dos meus planos há muitos anos e estava em primeiro lugar na minha lista de trekkings fora do Brasil. 
O problema era formar um bom grupo, reservar guias, conseguir um tempo disponível para uma expedição como essa e seguir até Santa Elena de Uairén, na Venezuela, que fica na fronteira com o Brasil. 
E para viajar a um lugar tão longe de São Paulo, só subir o Roraima era pouco. 
Eu tinha que incluir outras trips e o Salto Angel (maior cachoeira do mundo), Gran Sabana e Manaus tinham também que fazer parte. 
Já tinha comentado com o Rodrigo (amigo de trilha, moderador da lista de trekking Exploradores SP e autor do Blog Exploradores) essa intenção e no início de Fevereiro/2014, ele me contatou dizendo que estava formando um grupo para essa trip.
Depois de ter a certeza que eu tiraria férias em Janeiro, também me juntei a trupe, que começou com 6 pessoas; outros mais entraram, outros desistiram e com isso o grupo se formou com 8 pessoas: eu, Márcia, Rodrigo, Rosana, Renan, Daniel, Ronaldo (Falco) e a Bruna. 
O Rodrigo, Rosana e o Renan já eram velhos conhecidos de outras trilhas. Com o Ronaldo já tinha trocado inúmeras mensagens pela internet. Somente o Daniel e a Bruna que não conhecia. 
Com a trupe formada, montamos nosso roteiro que incluía subir e descer o Monte Roraima em 8 dias, chegando até o Lago Gladys e na Proa. Depois seguiríamos para Ciudad Bolívar fazer Salto Angel e no retorno a Santa Elena incluiríamos algumas cachoeiras da Gran Sabana, finalizando em Manaus, para conhecer um pouco do Amazonas.





Na 1ª foto acima, da esquerda para a direita: Márcia, Bruna, Rodrigo, Daniel e o Renan iniciando a caminhada e tendo ao fundo o Monte Kukenan e o Monte Roraima lado a lado. 
Já a 2ª foto mostra todo o grupo com os guias junto ao marco da Tríplice Fronteira (Brasil, Venezuela e Guiana), no topo do Roraima.





São mais de 1000 fotos e estão nesse álbum: clique aqui
Tracklog para GPS, mas somente para referencia: clique aqui

Também gravei alguns vídeos no topo do Monte Roraima e postei no Youtube: 
Lago Gladys: clique aqui
Tentando chegar na Proa: clique aqui
Vale das Bonnetias: clique aqui
Acampamento Coati: clique aqui



Neste relato listei todos os preparativos, as dificuldades, os detalhes da caminhada, valores totais gastos e várias dicas e informações que possam ser úteis a quem quiser repetir esse trekking. 
Como são muitos detalhes e informações, dividi toda essa trip em 4 relatos:
Este do Monte Roraima.
Salto angel: clique aqui
Gran Sabana: clique aqui.
E por último Manaus/AM: clique aqui.

O Monte Roraima é um enorme platô que possui o formato de uma mesa para quem olha da planície, sendo bem semelhante a algumas chapadas brasileiras. Na Venezuela é conhecido como tepui, que no idioma indígena pemon significa "montanha" e tem as seguintes dimensões: cerca de 6,5 Km de largura e + - 15 Km de comprimento, mas visto do espaço seu formato se parece com um triângulo irregular ou o formato de uma bota. A oeste do Monte é só savana venezuelana (que é um bioma que se assemelha ao nosso cerrado), enquanto que a leste está a imensa floresta amazônica, conferindo ao lugar um clima único de chuvas constantes com vento e muita neblina e os rios que descem pelas imensas cachoeiras do topo são decorrentes dessa umidade. 
A divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana está localizada no meio da montanha e com altitude de 2739 metros, colocando o Monte Roraima como a 7ª montanha mais alta do Brasil, porém o ponto mais alto do Monte Roraima está no lado venezuelano, na altitude de 2810 metros. Do total do Monte apenas 5% pertence ao Brasil, 10% a Guiana e 85% a Venezuela e onde se encontra o único acesso ao topo, por trilha. Pelo paredão do lado brasileiro, alguns alpinistas brasileiros já escalaram com sucesso. Veja nesse vídeo: clique aqui
Estima-se que o Monte Roraima tenha cerca de 1,8 bilhões de anos, surgido antes da separação dos continentes e com isso está entre as mais antigas formações do planeta - só para se ter uma ideia, as montanhas do Himalaia (onde está o Pico do Everest – lugar mais alto do mundo) se formaram a cerca de 50 milhões de anos atrás e a Cordilheira dos Andes, na América do Sul, a pouco mais de 100 milhões.
Caminhar no topo é como voltar na pré-história e a sensação é de encontrar algum pterodáctilo pela trilha, que é toda em cima de rochas. Parece até um solo de outro planeta e se explica porque o lugar serviu de inspiração para o livro O Mundo Perdido de Arthur Conan Doyle - quer ler esse livro? clique aqui e faça o download.


Preparativos

Com quase 1 ano de antecedência, a primeira coisa a fazer era comprar as passagens aéreas São Paulo-Boa Vista (capital do Estado de Roraima) e conseguimos bons preços para o início do ano de 2015 e com isso já estava marcado o início da nossa trip: 05/Janeiro.
Já para o retorno, deixamos para comprar em Julho porque estávamos ainda fechando o grupo e ainda tínhamos dúvidas do que incluir a mais no roteiro, além do Roraima, Salto Angel e Manaus. 
Agora era ler muitos relatos e pesquisar preços dos guias e agencias de Santa Elena. O Rodrigo ficaria responsável pela escolha da agencia para o Monte Roraima, enquanto que eu pesquisaria a melhor opção para fazer Salto Angel.
Depois de muitas trocas de e-mails, decidimos fazer o trekking até o Lago Gladys e a Proa e com isso seriam 8 dias no Monte Roraima.

20 de março de 2015

Relato: Salto Angel - Na maior cachoeira do mundo - Venezuela - Jan/2015

Esta é a segunda parte de nossa trip pela Venezuela e agora seguíamos país adentro para conhecer a maior cachoeira do mundo, de quase 1 Km de queda. 
O Monte Roraima (relato: clique aqui) tinha ficado para trás e daqui em diante deixaríamos o trekking de lado e usaríamos outros tipos de transporte: rodoviário (de Santa Elena de Uairén até Ciudad Bolívar), aéreo (Ciudad Bolívar até o Parque Nacional de Canaima) e náutico (trecho de canoa motorizada até próximo da base do Salto Angel) - só na parte final é que caminharíamos um pouco. As dificuldades que passamos no Roraima já não fariam parte e somente uma pequena mochila de ataque seria nossa companheira, para alivio de nossas costas. 
A hospedagem seria em pousadas e 1 noite em redes, quando dormiríamos de frente para a imensa cachoeira e no meio da floresta, a cerca de 4 horas da civilização mais próxima e mesmo assim, tudo era só alegria.
Mas infelizmente essa alegria se alternou com momentos de tensão, tanto na ida, quanto na volta e por pouco uma pessoa do grupo não teve que voltar para o Brasil. Demos muita sorte e foi preciso uma grande dose de paciência. Assim como no trekking ao Monte Roraima, a contratação de uma agencia é obrigatória e os preços encontrados eram bem variados. Alguns pacotes se iniciavam em Santa Elena, outros em Ciudad Bolívar e outros mais na cidade de Puerto Ordaz, vizinha a Ciudad Bolívar.
Novamente estaríamos em 8 pessoas: eu, Márcia, Rodrigo, Rosana, Renan, Daniel, Ronaldo (Falco) e a Bruna. 


Na foto acima, Salto Angel vista do mirante.


Dividi as fotos em 2 álbuns

Ciudad Bolívar e passeio pelo seu centro histórico: clique aqui
Parque Nacional de Canaima e Salto Angel: clique aqui


Salto Angel, que se localiza no Parque Nacional de Canaima, é considerada a maior queda de água do mundo - 979 metros - sendo chamada na língua indígena local dos pemons de Kerepakupai-meru, que significa: queda de água até o lugar mais profundo e se origina no topo do Auyantepui, que é um dos tantos tepuis que se formaram na Venezuela a quase 2 bilhões de anos atrás.
O lugar ficou conhecido no mundo inteiro graças a um aventureiro norte americano chamado Jimmy Angel (que empresta seu sobrenome a cachoeira) que em Maio de 1937 sobrevoou o lugar e em Setembro daquele mesmo ano pousou seu avião no topo, só saindo dali por uma longa caminhada, já que o avião ficou atolado e só foi retirado de lá em 1970 pelo Exercito da Venezuela. Veja nessa foto como ficou o avião ao pousar: clique aqui. Atualmente está exposto no Aeroporto de Ciudad Bolívar: clique aqui e veja a foto.
A cachoeira está localizada em um rio que desce do topo do tepui e que é afluente do Rio Churún, que por sua vez se junta ao Rio Carrao; rios esses por onde passamos de canoa motorizada, saindo da Comunidade de Canaima (onde estão as pousadas das agencias) até chegar na base da cachoeira. Essa região do Parque Nacional é formada por rios de águas escuras, devido em parte a dissolução de substâncias orgânicas na água, além de inúmeras cachoeiras que descem dos tepuis e uma rica fauna, flora e algumas áreas de savanas.


Agencia e pousada em Ciudad Bolívar: Enviei inúmeros e-mails para agencias de Ciudad Bolívar, já que dessa cidade é que sai a maioria dos voos para o Parque Nacional de Canaima. Iniciei os contatos em Julho/2014 só para ter uma ideia de preço em dólar, porque em Bolívares o valor ia mudar muito. E depois, dependendo do valor em dólar e das condições, contataria novamente perto do final do ano e fecharia de vez. Das várias que contatei, separei apenas 3 agencias, que tinham preços quase semelhantes em dólares: Bernal Tours, Mystic Tours e a Gekko Tours.
A Bernal queria cobrar pouco mais de $250 Dólares e que depositássemos metade desse valor na conta corrente da agencia brasileira Roraima Adventures, que fica em Boa Vista.
A Mystic até tinha um preço bom; o problema era que a agencia se localiza em Santa Elena de Uairén e com isso ela repassaria para outra agencia de Ciudad Bolívar. E segundo o proprietário da agencia, Roberto Marrero, mesmo que fechássemos em Dezembro, teríamos que pagar a diferença, se o preço aumentasse na virada do ano.
A Gekko tinha um preço de $200 Dólares, o que dava em torno de $500 Reais à época, além de possuir uma pousada na zona rural da cidade com valores de + - $700 Bolívares/pessoa (cerca de $5 Dólares) e com a vantagem da agencia nos pegar na Rodoviária da cidade e nos levar para a pousada e depois para o aeroporto, sem nenhum custo. Depois de trocar inúmeros e-mails com uma funcionária dessa agencia (a Vilma), tirando várias dúvidas, resolvemos fechar com a Gekko Tours.
Combinamos que iriamos chegar na manhã do dia 15/Jan em Ciudad Bolívar e ficaríamos 1 dia na pousada para conhecer o centro histórico da cidade e só no dia seguinte (16/Jan) seguiríamos de avião para Canaima e com isso deu para descansar da caminhada no Roraima e da longa viagem de ônibus.
Do pacote de $200 Dólares só não estavam incluídas as taxas do Aeroporto de Ciudad Bolívar e a entrada no Parque de Canaima.

Segue abaixo uma cópia do e-mail que recebi da Gekko Tours sobre o pacote para Salto Angel.


15 de março de 2015

Relato: 2 dias pela Gran Sabana - Venezuela - Jan/2015

Últimos dias na Venezuela. 
Já tínhamos feito o Monte Roraima (relato: clique aqui) e Salto Angel (relato: clique aqui) e pelo nosso planejamento, assim que retornássemos a Santa Elena de Uairén, ainda restariam 3 dias antes do nosso voo de Boa Vista para Manaus, que seria na madrugada do dia 23 de Janeiro.
Se algum problema ocorresse, teríamos pelo menos uma folga de alguns dias, mas graças a Deus nenhum imprevisto e com isso poderíamos visitar algumas cachoeiras da Gran Sabana sem pressa
Mas por termos chegado à Santa Elena quase no final da tarde do dia 19 de Janeiro, devido a todos aqueles problemas no ônibus, tínhamos perdido 1 dia, porém os que restavam eram o suficiente para conhecer várias atrações.
Logo que chegamos na Pousada Backpaker, a Bruna encontrou uma agencia, ao lado da Pousada Michele, que cobraria $84 Reais por pessoa pelos 2 dias. 
O roteiro consistia em visitar alguns mirantes, cachoeiras e corredeiras ao longo da Rodovia Troncal 10, que liga Santa Elena a Ciudad Bolívar. 
A saída era sempre pela manhã e só retornávamos no inicio da noite. No primeiro dia éramos só nos 8, já no segundo dia um casal colombiano (Nicol e José) que estava viajando pela América do Sul, se juntou ao grupo.

Na foto acima, no topo da La Ventana del Cielo (Cachoeira Janela do Céu)



Álbum de fotos: clique aqui


Gran Sabana serpenteado de buritis vista do Mirante
Localizada no sul da Venezuela, toda a região da Gran Sabana é um ecossistema que se assemelha ao cerrado brasileiro e fazem parte dela os famosos tepuis (que são as montanhas em forma de mesa) e inúmeras cachoeiras, abertas à visitação. Seguindo ao longo da Rodovia é relativamente fácil chegar às cachoeiras e algumas estão ao lado da estrada, outras a poucos minutos, seguindo por estradas de terra. 
Dizem que são mais de 800 e de todos os tipos, desde as de grande volume, pequenas até as de difícil acesso.
A Gran Sabana pertence ao Parque Nacional de Canaima, que por sua vez se divide em 2 setores: oriental, onde predomina a densa floresta ainda intocada com a Lagoa de Canaima e o Salto Angel como atrações principais; e ocidental, predominando a savana, cujas atrações principais são o Monte Roraima e as inúmeras cachoeiras. 
O parque está entre os 10 maiores do mundo em extensão - 30.000 km² - e 2 dias eu considero pouco para conhecer as cachoeiras, sendo que algumas agencias de Santa Elena elaboram pacotes de quase 1 semana só pela Gran Sabana. 
Sem dúvida nenhuma foi a melhor opção deixarmos para os últimos dias desfrutar dessa parte da Venezuela.

11 de março de 2015

Relato: 3 dias em Manaus/Amazonas – Jan/2015

Hora de voltar para o Brasil.
Os dias na Venezuela foram muito bons e não dava para reclamar. Talvez 3 situações bem chatinhas: a Proa no Roraima, a quase volta do Daniel para o Brasil antes da hora e 1 dia perdido por causa da Guarda Nacional Bolivariana. Paciência né. Creio que essas 3 situações aconteceram por causa da nossa falta de experiência, mas pelo menos ninguém do grupo teve algum problema sério de saúde.
Nesse último dia no país, a Bruna conseguiu 2 táxis brasileiros em Santa Elena de Uairén, que nos levariam de volta para Boa Vista, só parando nos freeshops e nas 2 aduanas: a venezuelana tinha uma fila de poucos minutos e rapidamente saímos de lá em direção à brasileira, que também não demorou muito naquela manhã de Quinta-feira. Parte burocrática resolvida, seguimos pela Rodovia em direção a capital do Estado de Roraima. Os taxistas pisaram fundo no trecho de 220 Km e com uma pequena parada na Rodovia fomos chegar em Boa Vista no início da tarde. E como o Ronaldo iria se despedir da gente aqui, seguimos direto para o Hotel Ideal, onde ele ficaria hospedado naquela noite. Deixamos todas as mochilas lá, mas tivemos uma recepção de boas vindas ao Brasil que não queríamos. Um dos taxistas queria cobrar um valor maior do que ele tinha combinado com a Bruna e ainda queria ter razão. Desonestidade - lamentável - bem vindo ao Brasil.


Foto acima, o encontro da águas barrentas do Rio Solimões com as escuras do Rio Negro em Manaus



Fotos desse álbum: clique aqui

Relatos anteriores - Monte Roraima: clique aqui
                                       Salto Angel: clique aqui
                                    Gran Sabana: clique aqui


Boa Vista/RR - 22/Jan – Quinta-feira

Por do Sol em uma praia fluvial no meio do Rio Branco
# Depois do Hotel, passamos em alguns caixas eletrônicos e seguimos para a orla do Rio Branco. Nesta época, devido a estiagem, surgem no meio e na margem do rio lindas praias de água doce, onde é possível ficar na areia. São praias fluviais maravilhosas, cujo acesso é feito por pequenos barcos que saem da margem. Valeu a pena ficar ali o restante daquela tarde, sentados em cadeiras de praia. 

# Já anoitecendo voltamos para a margem e seguimos caminhando para a Praça das Águas, onde fomos jantar em um restaurante japonês chamado Anita Sushi, pagando $43 Reais/pessoa, que fica em frente ao Monumento Portal do Milênio.

# Logo em seguida retornamos ao Hotel para pegarmos nossas mochilas e nos despedimos do Ronaldo para seguirmos ao aeroporto, onde deu para cochilar por algumas horas, antes do embarque para Manaus pouco antes das 04:00 hrs da madrugada. Aqui também a Bruna se despediu do restante do grupo, retornando para São Paulo e com isso ficamos em 6.