2 de outubro de 2013

Relato: Travessia pela linha Funicular – De Paranapiacaba até Cubatão

Quando estava fazendo a Lapinha-Tabuleiro em Julho de 2013 (relato aqui) juntamente com o Rodrigo e a Rosana, ele comentou que planejaria fazer a travessia da antiga Linha Funicular em Paranapiacaba com alguns colegas, eu me interessei e só fiquei aguardando a confirmação de uma data para irmos juntos. 
E no final de Agosto o Rodrigo marcou a travessia para o dia 22 de Setembro de 2013 – um Domingo. A intenção era pegar um dos primeiros trens no Brás em direção a Rio Grande da Serra para chegar em Paranapiacaba o mais cedo possível e fazer essa travessia em umas 8 a 10 horas, direto até Cubatão, contando é claro que a Mãe Natureza colaborasse. 


Foto acima cruzando uma das inúmeras pontes com dormentes podres




Álbum de fotos dessa caminhada: clique aqui



Na década de 80 eu era assíduo frequentador da região e a Cachoeira da Pedra Lisa e o Poço das Moças era a minha diversão aos fins de semana, mas devido aos constantes assaltos nas trilhas em lugares de acampamentos, nunca mais voltei ao lugar desde então. E essa era a oportunidade para retornar ao lugar e fazer uma bela caminhada. 
No trem
Com pouco mais de 3 horas de sono eu e a Márcia acordamos no Domingo pouco antes das 04h00min e por volta das 05h00min já estávamos na Estação Brás aguardando o Rodrigo e seus colegas.
O tempo estava perfeito, mas o clima na Serra do Mar nunca está igual ao da capital e só torcíamos para que não estivesse chovendo, senão nossa caminhada iria para o saco.
Depois de todos chegarem, embarcamos por volta das 05h30min em direção a Rio Grande da Serra. 
Estavam na trupe eu, a Márcia, Rodrigo, Rosana, Otávio e o nosso guia Marcelo, que era o único que já tinha completado essa travessia. 
Em vários e-mails trocados ele já tinha nos alertado dos perigos dessa caminhada, por isso o grupo não era tão grande. 
Chegando em Rio Grande da Serra
Com o trem relativamente vazio, chegamos em Rio Grande da Serra as 06h15min sob fina garoa e uma neblina intensa. 
Ficamos aguardando no ponto de ônibus por alguns minutos e logo ele saiu em direção a Paranapiacaba. 
Perguntei ao cobrador como estava o tempo na Vila e me respondeu que estava pior que Rio Grande da Serra.
Pensei comigo: lá se foi nossa travessia, mas seguíamos conforme o planejado.
Pouco antes das 07h00min chegamos na Vila tomada por neblina espessa e assim que descemos do ônibus um cachorro resolveu nos seguir.