25 de julho de 2010

Relato: Travessia da Serra Negra – De Maromba até a parte alta do Parque Nacional do Itatiaia

Por muitos anos qualquer travessia no PNI (Parque Nacional do Itatiaia) era proibida; muita gente fazia, mas sempre na surdina.
Para muitos, a travessia da Serra Negra era a única opção, já que não passava pelo interior do Parque Nacional e contornava ele pelo norte. Eu também fiz essa travessia em 2003 quando estava fazendo a Transmantiqueira - relato aqui.
Mas em 2007 o PNI reabriu a Travessia Rui Braga que liga a parte alta à parte baixa e oficializou a Serra Negra, mas seguindo pelo trecho: Rebouças - Cachoeira do Aiuruoca - Serra Negra - Mauá.
E com isso, reles mortais como nós pudemos realizar travessias com autorização do Parque e com isso no mês de Julho de 2010 marquei com o Sandro (do Fórum Mochileiros) fazermos as 2 travessias juntas e aproveitando para subir também ao topo da Pedra Selada, em Visconde de Mauá.
E com quase 1 mês de antecedência solicitei ao P.N.I. a Autorização para fazer a Rui Braga.


Foto acima, trecho inicial da travessia antes de chegar na crista




Fotos da Pedra Selada: Clique aqui

Fotos da Travessia Serra Negra: Clique aqui

Tracklog para GPS Travessia da Serra Negra: Clique aqui



Pedra Selada ao fundo
Éramos eu, a Márcia, a Sophia e o Sandro e saímos de Sampa em direção à Visconde de Mauá e enquanto eu o Sandro saímos de Maromba na caminhada em direção ao P.N.I. pela travessia da Serra Negra e depois emendar com a Rui Braga, a Márcia e a Sophia iam ficar hospedadas em Maromba por 4 dias para depois nos pegar no final da travessia da Rui Braga, já na parte baixa do P.N.I.
Nosso plano era chegar no Domingo, 11 de Julho em Maromba a tempo de ainda assistir a final da Copa do Mundo, mas como o técnico Dunga não ajudou, assistir Espanha x Holanda não estava nos planos. A prioridade agora era subir a Pedra Selada só para dar uma aquecida nos músculos.
Chegando na Pedra Selada
Por volta das 07:00 hrs saímos de Sampa e com algumas paradas pela estrada, chegamos em Visconde de Mauá pouco antes das 13:00 hrs e logo fomos procurar um lugar para comer.
Saciados da fome, seguimos por uns 12 Km por uma estrada de terra, sentido leste em direção à base da Pedra Selada, margeando o Rio Preto e pouco depois das 14:00 hrs cruzamos o pequeno bairro de Campo Alegre e de lá já era possível avistar a Pedra Selada em todo o seu esplendor à frente e antes das 14h30min chegamos na bifurcação que leva à sede da Fazenda. 
Aqui não tem como errar, pois existe até uma placa indicativa da Pedra Selada. 

Base da Pedra Selada

Já na sede é cobrado uma taxa para se fazer a trilha e estacionar o carro.
As 14h40min eu e o Sandro iniciamos a subida e por razões óbvias a Márcia e a Sophia ficaram na sede, já que o desnível é de mais de 700 metros e o total da trilha chega a uns 2,5 Km.
Ao longo da subida a trilha segue um trecho de descampado para depois entrar na mata fechada e ao longo dela vamos encontrando algumas placas de cachoeiras e altitudes. Cruzamos com um riacho e passamos próximo dele várias vezes, sendo possível descansar em alguns bancos estrategicamente colocados em alguns mirantes.
Subindo pela trilha
A trilha é bem demarcada e segue pelo lado direito da Pedra até atingir a crista e de lá o ataque até o topo por uma subida muito íngreme.
Poucos metros antes do cume encontramos vestígios de acampamento na trilha, mas que não eram muito confortáveis e as 16:00 hrs alcançamos nosso objetivo. 
A altitude aqui é de 1755 metros e o visual é de 360º. 
A Pedra tem mesmo o formato de uma sela de cavalo por isso o nome que recebe.
Estávamos de um dos lados do cume e pudemos perceber que no outro lado o acesso ao topo só é feito com equipamento de escalada.
Topo
Existe aqui um livro de assinaturas onde deixamos as nossas também e as 16h40min iniciamos a descida. 
Ainda passamos por um abrigo semi-abandonado próximo da trilha, que vimos do topo.
Ao chegarmos na sede ficamos um pouco mais de tempo, pois naquele momento estava acontecendo o jogo da final da Copa do Mundo e estava ainda em 0 x 0 e somente quando já estava escuro seguimos para a Pousada em Maromba.
A estrada até lá é toda de terra e somente pequenos trechos são asfaltados, mas de péssima qualidade e depois de passarmos as Vilas de Visconde de Mauá e de Maringá chegamos na Praça da Igreja em Maromba por volta das 20:00 hrs. 
Vila de Maromba

Ficamos em pousadas diferentes, mas em frente à Igreja Matriz de Maromba e depois de deixar as coisas nas pousadas fomos procurar algum restaurante que ainda estivesse aberto naquele Domingo. 
Pelo horário (por volta das 21:00 hrs) só fomos encontrar um restaurante funcionando próximo da Igreja e junto ao Rio Preto. 
A comida era boa e farta, mas o rio, que passava nos fundos do restaurante, exalava um cheiro de esgoto que incomodava quando chegávamos perto.
Não era um Rio Tietê, mas parece que estão querendo chegar lá; uma pena.
Depois do jantar marcamos de se encontrar no dia seguinte por volta das 08h30min em frente à Praça para seguirmos em direção ao início da trilha.
Início da caminhada
A Segunda-feira, dia 12 de Julho amanheceu perfeita, com muito Sol e depois de um café da manhã bem reforçado a Márcia nos levou de carro até o início da trilha, pouco antes de chegar na Cachoeira do Escorrega.
O lugar onde iniciamos a caminhada fica junto a uma bifurcação depois de alguns metros que se atravessa 2 pontes de madeira seguidas sobre o Rio Preto à direita. 
Seguindo em frente a estrada vai terminar próximo da Pousada Tiatiaim, mas a nossa direção é seguir na bifurcação da direita.
A altitude aqui é de pouco mais de 1300 metros e ainda tínhamos de chegar a uns 2100 metros.
Subindo pela trilha
Marcando com a Márcia de pegarmos a gente só daqui a 4 dias na parte baixa do PNI, nos despedimos e só torcíamos que não chovesse e não acontecesse nada de mal, pois sinal de celular é bem difícil de ter nessas 2 travessias que íamos fazer.
As 09h25min iniciamos a caminhada, seguindo pela bifurcação por um pequeno trecho de estrada de terra e uns 50 metros antes do término dela, que vai dar em uma casa, saímos à esquerda até cruzar uma cerca de arame e dali para frente foi só seguir morro acima. 
A trilha é bem demarcada e com início bastante íngreme e atrás de nós já surgiam visuais do vale do Rio Preto com as vilas ao fundo e as 09h50min chegamos na primeira bica de água da trilha onde abastecemos e seguimos em frente.
Cheia de voçorocas
Por volta das 10:00hrs alcançamos a crista que divide 2 vales: para esquerda é o Rio Preto que passa ao lado da Praça de Maromba e da direita é o vale do Rio Morro do Cavado, que segue paralelo ao Rio Preto. 
A altitude aqui está em aproximadamente 1500 metros e daqui para frente seguimos para esquerda até o topo da trilha (para direita, a trilha desce em direção a Cachoeira da Santa Clara)
Quando passei aqui em 2003 vindo do Parque do Itatiaia, as voçorocas na trilha já existiam e sempre foram enormes, mas as 11h30min encontrei uma novidade: uma placa indicando água a 140 metros da trilha, do lado direito, mas nem chegamos a conhecer, pois tínhamos água o suficiente da bica anterior. 
Fica aí a dica se quiser pegar água na subida. Aqui é o melhor local.
Conforme íamos subindo, de vez em quando apareciam alguns descampados no meio da subida, mas pelo menos o Sol tinha dado uma amenizada. 



No plano
Por volta das 12h15min pegamos um longo trecho plano na trilha onde era possível avistar a Serra do Papagaio com o pico bem ao norte.
Terminando o trecho no plano, a trilha se divide em duas: uma que segue um pouco para esquerda subindo um pequeno morro e a outra que continua no plano, contornando o morro pela direita. 
Essa trilha da direita eu já conhecia, pois em 2003 eu tinha vindo por ela (essa é a que passa pelo Subidão da Misericórdia).
A trilha da esquerda segue descendo por um imenso vale com belo visual e termina junto ao Sítio do falecido Sr. Anísio. 
Chegando na estrada
Ficamos na dúvida sobre qual trilha seguir e resolvemos descer pela esquerda mesmo. 
Iniciamos por volta das 13:00hrs em meio a arbustos e trechos de mata fechada. 
Passamos por uma pequena casa no meio da descida e uma pequena bica de água para terminar junto ao Sítio cerca de 1 hora depois.
Saímos em uma estrada de terra, passando ao lado da Pousada do Matão e quando chegamos na estrada principal depois de uns 5 minutos, viramos a esquerda em direção a casa do Sr. José Rangel (um dos filhos do falecido Sr. Anísio).
Chalés do Sr. José Rangel
Em 2003 tinha pernoitado em seu pequeno chalé com valor de $40,00/pessoa. 
Percebi que um deles está pintado e outro está sendo construindo ao lado. Logo que chegamos, ele já veio bater um papo com a gente e perguntou se não queríamos ficar no chalé, mas pelo horário (14h15min) vimos que era possível chegar na Cabana Cabeceiras do Aiuruoca e lá fomos nós.
Aqui um aviso aos que forem continuar a trilha até a Cabana, pois existem 2 trilhas (uma que segue próximo ao Rio Aiuruoca, mas não muito demarcada e quase sempre no plano e uma outra que é um pouco mais longa e com subidas fortes). 
Cabana Cabeceiras do Aiuruoca
Por nossa distração nem percebemos que pegamos a trilha mais longa e só descobrimos quando chegamos na Cabana pouco antes das 17:00hrs (talvez essa trilha nem exista mais). 
Lembro que em 2003 fiz esse trecho pela trilha mais curta em pouco menos de 1h30min - o grande problema dela é que em razão do desuso, a trilha tá se fechando em alguns trechos.
Quando chegamos na Cabana, o lugar estava vazio e fechado. Montamos nossas barracas bem ao lado do Abrigo (quem quiser ficar dentro do Abrigo, existe um telefone para reserva – tá no final do relato). 
Depois de uma explorada pelo entorno onde encontrei algumas caixas com abelhas para produção de mel e um banho tomado no rio de água gelada, fui fazer o jantar. Durante a noite choveu por umas 2 horas, o que até ajudou a dormir melhor e durante a madrugada dei uma olhada no termômetro que marcava por volta de 10ºC. 
Lugar deserto

Naquela manhã de Terça-feira, dia 13 de Julho, acordei com o alarme do celular e depois de um breve café da manhã, tínhamos pela frente um trecho onde eu nunca caminhei. Estávamos um pouco abaixo da altitude de 1800 metros e naquele dia tínhamos que chegar a pouco mais de 2400 metros, o que não era muita coisa.
Junto à Cabana existe a continuação da trilha, que são 2: uma que segue na direção da antiga Pousada Alsene, terminando próximo dele e outra que segue na direção das nascentes do Aiuruoca, pela trilha oficial do P.N.I.: a travessia Rebouças – Serra Negra – Mauá.
Cruzando Rio Aiuruoca
A que segue para o Alsene é só atravessar o Rio Aiuruoca onde existia uma ponte de madeira (é bem fácil identificar o lugar) e dali subida íngreme por antiga estrada. A outra trilha é só seguir na direção leste, passando pelas caixas onde ficam as abelhas até encontrá-la entrando na mata fechada, seguindo com o rio do lado direito.
Saímos da Cabana por volta das 09:00 hrs e a trilha é bem nítida, só o tempo é que não estava ajudando, pois de vez em quando caia uma garoa bem fina.
Depois de uns 30 minutos cruzamos o Rio Aiuruoca para a margem direita e continuamos margeando ele até chegar em um enorme descampado, conhecido como Invernada, um pouco abaixo da altitude de 2000 metros (o lugar era ou ainda é usado para criação de animais, haja vista a quantidade de merda de cavalos e vacas que encontramos na trilha).
Na Invernada com cachoeira do Mané Emídio ao fundo
O lugar é bem plano e com um abrigo perfeito para passar a noite e dali era possível avistar a Cachoeira do Mane Emídio, a leste bem ao fundo. 
A continuação da trilha é um pouco confusa, pois um pouco acima do abrigo parece que sai uma trilha, mas resolvemos seguir até o final do descampado, onde encontramos vestígios de trilha que vai subindo e contornando o morro da direita (é preciso tomar cuidado, pois os animais deixaram várias trilhas paralelas que podem confundir).
Depois de pegar um pequeno trecho de mata fechada, as 10h20min emergimos em uma área de capim elefante e daqui era possível avistar o topo da Cachoeira do Mané Emídio.
Trilha tranquila

Conforme íamos subindo, outras trilhas paralelas iam se juntando à principal até chegarmos a uma pequena crista que divide 2 vales. Aqui encontramos uma trilha bem demarcada que vem da direita e provavelmente é aquela que sai atrás do abrigo. 
Com as 2 trilhas se encontrando e seguindo para esquerda, a caminhada ficou mais fácil, pois já apareciam algumas fitas presas nas árvores e pouco depois das 11:00 hrs saímos da mata fechada e emergimos novamente em área de capim elefante e arbustos.
Agora é mais um trecho de subida até uma outra crista, mas sempre com o Rio Aiuruoca do lado esquerdo e daqui já era possível ver todo o percurso que já tínhamos feito atrás de nós. 
Nascentes do Rio Aiuruoca

Mais alguns minutos por um trecho plano e chegamos na Cachoeira do Rio Aiuruoca pouco depois das 12:00 hrs.
Estávamos bem de frente para o vale das nascentes do Aiuruoca e dos Ovos de Galinha e daqui sai uma trilha que atravessa o rio e segue em direção à Visconde de Mauá, passando pelo Rancho Caído.
Os picos mais altos ao redor do vale estavam todos encobertos, mas o visual daquele lugar é de encher os olhos.
Depois de um pequeno descanso seguimos pela trilha em direção ao Rebouças, mas não chegamos até lá. 
Caminhada por dentro do Parque
Depois de sair do vale das nascentes e a poucos minutos de chegar na base da Pedra do Altar, cruzamos com um grupo de 3 pessoas do RJ dizendo que tinham o intuito de fazer a limpeza da trilha que desce para Visconde de Mauá, passando pelo Rancho Caído. 
Eram por volta das 13:00 hrs e depois de lhes desejarmos sorte na empreitada, continuamos a caminhada e quando começamos a seguir para a esquerda na direção da Pedra do Altar, abandonamos a trilha principal e seguimos para direita, como se estivéssemos saindo dos limites do Parque. Eram 13h10min e daqui para frente não existia trilha demarcada e tínhamos que ir escalaminhando rochas e varando capim e arbustos para contornar  o morro da esquerda.
Sem vestígio de trilha
Uma trilha semelhante eu tinha visto no site de um montanhista chamado Tácio, então pensei porque não continuar por ela até o Alsene, evitando passar pelo Rebouças.
A direção que seguíamos era sempre noroeste, como se estivéssemos saindo do P.N.I. e até pegamos trechos com vestígios de trilha, mas parece que eram bem antigos, pois estavam se fechando. 
A navegação nesse caso era sempre no visual, consultando as cartas topográficas e algumas imagens do Google Earth que eu estava levando. 
Depois de cruzar alguns riachos e caminhar por mais de 1 hora sem muitas subidas e descidas próximo da altitude de 2450 metros, seguimos para oeste e iniciamos a subida até a crista que divide o P.N.I. do vale do Rio Aiuruoca. 
Lagos do Parque Nacional

Nesse trecho de subida encontramos uma trilha bem demarcada e as 14h40min chegamos no topo da crista.
Daqui era possível avistar do lado norte a Invernada e todo o vale do Rio Aiuruoca; ao sul um pequeno lago encravado no meio dos vales e a sudoeste o Morro da Massena, isso quando as nuvens permitiam vê-lo. 
No fundo do vale, junto ao lago encontramos um descampado muito grande, provavelmente de camping selvagem. 
Parece que não éramos os únicos a caminhar por aqui.
Nossa direção agora era seguir entre o vale que divide os Morros da Massena do lado esquerdo e Morro da Massena Noroeste à direita. 
Morro do Camelo lá embaixo
Em 1998 já tinha chegado ao topo do Massena Noroeste, então eu sabia que existia uma trilha que descia até o Alsene, nosso objetivo naquele dia.
Nesse trecho a caminhada foi só no visual, sem vestígio de qualquer trilha (parece que ninguém tem chegado no topo do Massena Noroeste a muito tempo), mas sem maiores dificuldades, já que o capim e os arbustos não eram tão altos e só no trecho final tivemos alguns problemas para varar os arbustos e o capim.
E pouco depois das 17:00 hrs chegamos no riacho que fica atrás do Alsene.
Antiga Pousada Alsene
No dia que passamos aqui, apesar de estar lacrado pela Justiça, pudemos comprovar que existia um vigia cuidando das instalações da antiga Pousada (confirmado pelo pessoal do P.N.I.), pois ouvimos um rádio ligado no interior da antiga pousada.
Naquela noite de Terça-feira choveu bastante e com fortes rajadas de vento.
A temperatura ambiente deve ter chegado próxima de zero, mas estávamos bem protegidos. 
Acordamos na manhã seguinte com tempo nublado, mas sem chuvas e agora tínhamos a Travessia Rui Braga pela frente, mas essa fica para outro relato. 




Se quiser continuar a leitura da continuação dessa caminhada é só clicar no link abaixo:
http://trilhasetrips.blogspot.com.br/2013/05/relato-travessia-rui-braga-da-parte.html






Dicas e informações úteis (Atualizado Abril/2013)

# Tempos de caminhada
- Início da trilha em Maromba, junto as 2 pontes sobre Rio Preto até a Pousada do Sr. José Rangel (filho do Sr. Anísio): cerca de 4 horas.
- Chalé do Sr. José Rangel até Abrigo Cabana do Aiuruoca: quase 3 horas pela trilha mais longa.
- Abrigo Cabana até Nascentes do Aiuruoca: 3 horas.
- Nascentes do Rio Aiuruoca até a antiga Pousada Alsene: cerca de 5 horas

# O trecho da Serra da Pedra Selada que dá acesso a Visconde de Mauá está todo asfaltado e pelo que fiquei sabendo querem implantar um pedágio na estrada (espécie de taxa de conservação para quem quiser acessar a Vila de Visconde de Mauá).

# No acesso a Pedra Selada é cobrada uma taxa: $5,00 de estacionamento e $3,00/pessoa (Julho/2010).

# No início de 2013 se iniciou a pavimentação da estrada que liga as Vilas de Visconde de Mauá até Maringá. Dali até Maromba só o tempo dirá se vão asfaltar também.

# Em Maromba é possível encontrar inúmeras pousadas e preços variados, assim como vários campings. 
A Márcia ficou 4 dias na Pousada Águas Claras em suíte com lareira:
www.pousadaaguasclaras.com.br

# Fique pelo menos uns 2 dias em Maromba. Vale a pena conhecer a Cachoeira do Escorrega, o Poção de Maromba e outras cachoeiras próximas.

# Na Vila de  Maromba são poucos os horários de ônibus que chegam ou saem da Praça Principal para Resende (Graal) e de lá para outras cidades: 
Clique aqui

# No Rio Preto não é recomendável tomar banho a partir da Praça de Maromba, devido ao lançamento de esgoto. Do Poção de Maromba para cima a água já é de melhor qualidade.

# Na travessia da Serra Negra, saindo de Maromba é possível encontrar 2 pontos de água ao longo da subida.

# Ao chegar no Chalé do Sr. José Rangel (filho do Sr. Anísio), se quiser evitar a trilha mais longa, procure se informar por uma outra trilha mais curta que leva ao Abrigo Cabana Cabeceiras do Aiuruoca e quem estiver saindo da Cabana sentido Chalé, é só pegar a bifurcação da esquerda depois de uns 200 metros de trilha. Porém quem quiser seguir por ela, tem de ter faro de trilha.

# É possível ficar hospedado dentro do Abrigo Cabana Cabeceiras do Aiuruoca. Reservas: (24) 3387- 1433 (Marinalva). Na parte de fora do Abrigo é possível o camping selvagem.

# Quem quiser ficar na Pousada-chalé do filho do Sr. Anísio (Sr. José Rangel), tente ligar nesses números para reserva: (35) 9965-6515 ou (35) 9915-2460 ou (35) 9149-7746.

# Sinal de celular (operadora Vivo) na travessia da Serra Negra é muito difícil conseguir. Dizem que é possível próximo ao antigo Alsene.

# Se quiser fazer qualquer travessia no interior do Parque Nacional é necessário solicitar a Autorização:
www.icmbio.gov.br/parnaitatiaia/reservas.html

# Lembre-se que o trecho a partir das Cabanas não é permitido pelo PNI. Estávamos fazendo a caminhada clandestinamente. Travessias pelo Parque só com autorização. Veja no link acima. Quem quiser repetir essa travessia, recomendo que ao chegar nas Cabanas siga pela trilha que termina próximo ao antigo Alsene.

# Logística é sempre um problema nessa travessia, tanto para iniciar em Maromba quanto no Alsene. Abaixo seguem alguns contatos de Itamonte que podem levar você até o Alsene ou resgatá-lo, dependendo em que sentido está fazendo a travessia:
- Taxista Marquinhos (35) 9113-1214 (um dos mais baratos)
- Sr. Samuel (35) 9113-1700 
- Zezinho    (35) 9113-0745 
- Carlinhos  (35) 9109-1185
- Maú          (35) 9216-4793

# No link abaixo segue também uma relação de taxistas de Itamonte que cobram valores bem baixos para levar até o Parque Nacional:
www.itacomercios.com.br/index.php/taxistas

6 comentários:

  1. feliperj7904 maio, 2013

    Relato super completo. Parabéns meu camarada.

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  2. estou planejando esta trilha com meus amigos, muito obrigado!

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  3. Estou planejando fazer essa trilha com meus amigos. Muito obrigado pelas dicas e pelo relato!

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    1. Ola Luis.
      Só uma recomendação importante:
      A parte final dessa travessia, a partir da Cabana Cabeceiras do Auruoca, não é autorizada pelo pessoal do PN.
      Eles só autorizam essa travessia no sentido inverso.
      Por isso, ao chegar na Cabana, siga a trilha em direção ao antigo Alsene.
      É só tomar a direção sul que vc encontra vestígios da antiga ponte sobre o Rio Aiuruoca.
      Cruzado o rio, a trilha inicia um longo trecho de subida por antiga estrada que está sendo tomada pelo mato.
      Vc vai terminar bem próximo da antiga Pousada Alsene.


      Abcs

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  4. Olá, Augusto.. muito bom seus relatos, parabéns!! Nunca fui ao PNI e estou desenvolvendo uma ideia de fazer a Travessia Ruy Braga + Serra Negra no sentido inverso que você fez, ou seja, subindo o planalto...A Serra Negra, no caso, faria na versão "original" começando pelo Abrigo Rebouças, com autorização do PNI. Você recomendaria esse percurso? Estava pensando em pernoitar 1ª noite no Abrigo Massena e a 2ª Noite ainda não sei...Esse abrigo do Alsene não funciona mais, né? Tem onde dormir ali próximo ao posto do Marcão? Bom, é isso, qualquer comentário será bem-vindo.
    Abraços

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    Respostas
    1. Ola Pedro, blz?
      Esse seu roteiro eu até pensei em fazer qdo fiz essa caminhada, mas na época a Rui Braga era uma travessia nova dentro do Parque. E só permitiam no sentido parte alta-parte baixa.
      Pelo que eu sei só recentemente liberaram o inicio da Rui Braga pela parte baixa do PNI, subindo o planalto.
      E emendar com outra travessia, a Serra Negra é a melhor maneira de vc sair dali.
      Eu não ficaria no Massenas, que está em ruinas. Aquilo nem pode ser chamado de Abrigo. Creio que nem v~]ao reformar, porque existe um outro, que foi construido a pouco tempo.
      Eu recomendo ficar no Abrigo Água Branca, que é novinho em folha.
      E a segunda noite com certeza vc já estaria lá pelo Chalé do José Rangel (filho do falecido Sr. Anisio) ou acampar na Cabana Cabeceiras do Aiuruoca, onde ficamos a primeira noite.
      O Alsene era uma antiga pousada, que hoje tá fechada. Ela funcionava irregularmente. Se vc acampar por ali, tem de ser às escondidas.
      Próximo do Posto Marcão, o unico lugar permitido p/ o pernoite é no Abrigo Rebouças.
      Boa sorte.

      Abcs

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