28 de maio de 2004

Relato: Fim de semana na Pedra do Baú - São Bento do Sapucaí/SP

Esse relato é sobre a subida da Pedra do Baú em 1 fim de semana de Maio de 2004 juntamente com a Márcia, vindo na caminhada de São Bento do Sapucaí. 
Pegamos tempo bom e acampamos no topo.




Na foto ao lado, a Márcia subindo pelas escadas no lado sul da Pedra do Baú







Fotos: clique aqui


Essa subida da Pedra do Baú foi inesperada. Minha intenção e da Márcia era fazermos a travessia Marins-Itaguaré, mas devido a alguns pequenos problemas não pudemos realizar.
Então surgiu a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. Subida muito tranquila e como já a conhecia de alguns anos atrás, sabia como chegar lá. Apenas no paredão da Pedra era que tínhamos de tomar um pouco de cuidado.
Saímos de Sampa no dia 22/05 (Sábado) no ônibus das 07h30min em direção a S. Bento do Sapucaí, pela empresa Expresso Mantiqueira.
Já na subida da Serra notamos que o tempo não estava tão bom e só torcíamos para que pelo menos não chovesse.
Chegamos em S. Bento por volta das 10h30min e logo compramos nossa passagem de volta para as 15:00 hrs do dia seguinte (Domingo).
Passamos na Lanchonete/Restaurante “Ocê qui sabe” que fica ao lado da Rodoviária e comemos alguma coisa, pois teríamos uma longa caminhada de cerca de 5 horas até o topo da Pedra do Baú.
Caminhada pela estrada
Assim que saímos da cidade (por volta das 11h15min), caminhamos cerca de 5 Km pela estrada que leva a Pedra do Baú e ao Paiol Grande.
Ao passarmos pela Placa do Km 5 e pela Casa de Cultura do Paiol Grande (do lado direito) saímos do asfalto à direita e iniciamos a longa subida íngreme até a base da Pedra.
Logo nos deparamos com uma estrada de asfalto (era novidade para mim) que conduz ao estacionamento próximo da entrada da trilha.
Quem quiser vir de carro da cidade só vai pegar trecho asfaltado.
Essa subida pela estrada não tem como errar e é sempre subindo.
De frente para a Pedra do Baú
Depois de passar por algumas casas do lado esquerdo, chegamos no início da trilha (junto ao um estacionamento) por volta das 15:00 hrs e notamos vários escaladores na Pedra da Ana Chata.
Na Pedra do Baú, nenhum, o que era muito bom.
Tínhamos a pretensão de pernoitar no topo e existiam poucos lugares para montar  barracas.
Pegamos cerca de 5 litros de água junto a uma bica de água e seguimos em frente pela trilha.
Pedra da Ana Chata
Depois de uns 30 minutos chegamos em uma enorme clareira e nesse ponto existem 3 bifurcações (à esquerda leva a parte norte da Pedra do Baú, no centro leva até o topo da Pedra da Ana Chata e a parte sul da Pedra do Baú e ao Bauzinho e na bifurcação da direita leva à base da Ana Chata).
Aqui também existe uma bica de água, descendo por uma trilha.
Depois de um pequeno descanso, tomamos a bifurcação do meio, que leva a parte sul do Baú, voltada para Campos de Jordão.
A trilha é um pouco íngreme no início, mas bem tranquila e em poucos minutos chegamos na escada de acesso ao topo do Baú pelo lado sul.


Pedra da Ana Chata


Em um primeiro momento, existem degraus que tendem a ficar mais íngremes  conforme se vai subindo.
Alguns bairros de Campos do Jordão surgem ao fundo com suas enormes mansões.
O Bairro do Baú aparece no fundo vale.
Logo vão surgindo as escadas de metal que estão encravadas no paredão da rocha. 
Daqui até o topo todo cuidado é pouco, pois a inclinação das escadas chega a quase 90°. 
Existem alguns trechos mais tranquilos e com corrimão, mas a subida é sempre pelas escadas de metal e por alguns grampos fixados na rocha.
Levamos pouco mais de 30 minutos nesse trecho de subida íngreme pela rocha, chegando pouco depois das 17:00 hrs no topo, na altitude de 1950 mts.
Aqui sai uma trilha para esquerda que leva a uma pequena gruta um pouco mais abaixo de frente para a Pedra da Ana Chata, mas pelo horário resolvemos seguir direto para o local onde íamos montar a barraca à direita.


Acampando no topo

Junto aos vestígios do antigo refúgio montamos nossa barraca e fomos preparar nossa comida, que tínhamos de sobra.
O tempo estava totalmente aberto, mas o Sol estava se pondo rapidamente e quando anoiteceu o tempo fechou completamente.
Depois que anoiteceu, entramos na barraca e não saímos mais porque estávamos bem cansados da caminhada.
Pouco depois das 01h30min da madrugada levantei e fui ver o termômetro do lado de fora da barraca que marcava temperatura um pouco abaixo de +5 ºC. 
E logo depois voltei a dormir tranquilamente.
São Bento do Sapucaí ao fundo

Acordamos com o sol esquentando nossa barraca e fomos preparar nosso café da manhã.
Tínhamos trazido muita coisa também com direito a capuccino e queijo.
Agora era desmontar a barraca e preparar para descer, mas antes disso batemos fotos em alguns pontos do topo e nem chegamos a ir na pequena gruta a oeste da Pedra.
Como era um Domingo, logo o Bauzinho e talvez o lugar onde estávamos ia se encher de gente. 
Pelo tempo que levamos da cidade até o topo no dia anterior, deveríamos sair por volta das 10h30min para chegar na Rodoviária pouco antes das 15:00 hrs a tempo de comer alguma coisa e embarcar de volta para SP.
Mochilas nas costas, agora era descer até a base da Pedra.
No topo
Tínhamos duas opções: voltar pela mesmo caminho ou descer pelo lado norte.
Eu já conhecia os dois lados, mas a Márcia ainda não, por isso resolvemos descer pelo lado norte, voltado para São Bento.
O início dessa descida é por uma escada de metal fixada na rocha e depois começa a ser feita pela canaleta, mas na minha opinião um pouco mais perigosa que o outro lado, pois qualquer escorregão é fatal.
Pelo lado sul existe muita vegetação, que pode ajudar numa eventual queda, mas nesse lado não. A descida é sempre pela rocha exposta, mas sem maiores dificuldades. 

Descendo pelo lado norte
Sendo bem mais rápida que o outro lado, a descida permite um belo visual de todo o lado norte.
Em vários momentos parei para alguns clics.
O trecho final da descida demora um pouco mais porque são grampos fixados na rocha e que temos de descer segurando neles.
A inclinação diminui bastante, mas não dá para descer em pé.
Depois que terminamos a descida, ainda paramos na bifurcação para pegar um pouco de água, mas não ficamos muito tempo.
Depois que chegamos no asfalto foi a parte mais chata de toda essa caminhada, pois são longos 5 Km ou mais até a cidade. 
Chegamos na cidade por volta das 14:00 hrs e ainda fomos almoçar no Restaurante “Oce qui sabe”.
Comida muito boa e relativamente barata e depois seguimos para Rodoviária que fica em frente.
Já dentro do ônibus, dormimos a maior parte da viagem e chegamos em SP pouco antes das 18:00 hrs descansados e prontos para a Segunda-Feira.








Dicas e algumas informações úteis (Atualizado Abril/2013)

# Na região do Baú é proibido o camping. Se for acampar em selvagem, só monte a barraca para o pernoite e desmonte logo pela manhã, lembrando sempre das condutas de mínimo impacto.

# Junto à 3 bifurcações existe uma enorme clareira onde dá para montar a barraca somente durante a noite. Não deixe de maneira nenhuma a barraca montada enquanto se faz a trilha até o topo do Baú.

# Para quem vem de Campos do Jordão de carro, o melhor acesso é pelo Bauzinho e de lá é só seguir uma trilha de poucos minutos que leva até a base sul da Pedra do Baú. O problema é a falta de água na trilha.

# Quem gosta de paraglider ou asa delta, pouco antes de chegar no Bauzinho, vindo pela estrada, existe uma rampa natural para decolagem. No local é possível contratar algum passeio.

# Na estrada que leva ao Bauzinho e a rampa de asa delta existe o Acampamento e Pousada Refugio de Montanha da Pedra do Baú:

# Tem um Camping/Pousada que fica próximo à entrada da Cachoeira dos Amores, junto a placa do Km 5, antes da subida do Paiol Grande - (12) 3971-1471/1822

# A cachoeira dos Amores é uma boa opção de banho. Ela fica na mesma estrada de acesso ao Baú para quem vem de S.Bento do Sapucaí. Por estar dentro de uma propriedade particular, é cobrada uma taxa de visita.

# Muitos escaladores usam o Abrigo do Eliseu Frechou, mas é recomendável apenas para quem vai de carro já que o lugar fica um pouco longe da cidade: 

# Para quem gosta de escalada em rocha, o complexo do Baú que inclui Bauzinho, Pedra do Baú e Ana Chata possuí inúmeras vias de escaladas. Algumas fáceis e outras mais complicadas.

# Hospedagem
A cidade dispõe de inúmeras pousadas e para todos os bolsos. Veja no site da Prefeitura:

# Alimentação
- Restaurante e Pizzaria Sabor da Serra - dos melhores e mais baratos da cidade. Fica próximo do centro.
- Restaurante Oce qui Sabe: em frente a Rodoviária. Comida boa e relativamente barata.
- Outras opções, listadas no site da Prefeitura:

8 comentários:

  1. monicalais18 abril, 2013

    Que foto lindona, da Ana Chata, heim!
    Só de olhar já fico com vontade de escalar...

    Vc já escalou alguma via lá? É animal...não tem o que mais falar!
    bjo

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    1. Oi Monica.

      Escalada em rocha foi a muito tempo atrás.
      O que sobrou atualmente só foi a corda.
      De vez em quando rapel, mas escalada é um esporte muito caro, fora a desvantagem de vc ter de arranjar sempre um parceiro confiavel.

      Hoje em dia só na caminhada mesmo.
      A regiao do Baú é muito legal. Ali tem inumeras vias. Tem para escolher.



      Abcs

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  2. smarcondes18 abril, 2013

    Salve Augusto!

    Pra subir pela escadinha, qual lado é mais fácil? Uma trilha sai do Bauzinho (1 hora até a base?), e a outra daquele estacionamento no fim de uma estradinha (estacionamento do Baú - dá uns 40min???), não é?

    Qual dos dois trajetos é mais tranquilo? Cada um dá acesso a uma escadinha?!

    Abraços e mais uma vez parabéns pelas infos que disponibiliza pra galera!!!!!!!

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    1. Blz Samuel.

      Chegando no estacionamento ainda sao uns 40 minutos até a clareira, de onde saem as 3 bifurcaçoes. A primeira bifurcação à esquerda leva a parte norte da Pedra, a do meio leva a parte sul e a ultima p/ a base da Ana Chata.
      Recomendo vc pegar a do meio que leva a parte sul da Pedra do Baú.

      A subida pela escada é bem ingreme, chegando a 90 graus em certos trechos, mas na minha opiniao é a melhor, pois descer por ali é complicado.

      É melhor descer pelo lado norte, já que a descida não é tão ingreme, porém é mais perigoso na minha opiniao, já que em certos trechos não existem grampos ou escadas.

      Subir pelo lado norte pode ser mais rapido, mas acho perigoso.

      Pelo lado sul, as escadas estão bem presas na rocha e são de ferro. Dá muito mais segurança.

      Abcs

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  3. Opá!

    Muito bons seus relatos! Já lí alguns, como os de ilhabela e agora esse da pedra do baú... boa fonte de inspiração para melhorar os meus!!!

    Estou planejando conhecer a região no próximo feriado de 11/06 com um pouco mais de calma, e além das trilhas da Pedra passear por Campos e fazer a trilha da cachoeira do PE de Campos do Jordão.

    Espero que dê tudo certo e se der passa depois pra ver as fotos!

    Abraços,

    Rapha.

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    1. Blz Baruki.

      Aquela região de C. Jordão têm passeios imperdíveis.
      Já fiquei na cidade por uns 5 dias por lá, só visitando os principais pontos.

      Lá no PE (Horto Florestal) todas as trilhas dá p/ serem feitas em apenas 1 dia e foi o que a gente fez.
      Aproveite.

      Abcs

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  4. Olá amigo estou me planejando para realizar um camping no cume da pedra também você encontrou quais dificuldades para montar a barraca

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    1. E aí, blz?
      Não tive dificuldades a montagem.
      Só é preciso tomar muito cuidado na subida pelos grampos, pois com a mochila o esforço é maior.
      Mas uma recomendação:
      Atualmente é proibido camping na região da Pedra do Baú.
      Se for montar a barraca, só monte no inicio da noite e desmonte logo ao amanhecer.

      Abcs

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