25 de setembro de 2004

Relato: Passando por apuros nas travessias da Ponta da Joatinga e Trindade-Camburi

Esse é um relato de mais duas travessias (Ponta da Joatinga e Trindade-Camburi) que eu e a Márcia fizemos no feriado de 7 de Setembro de 2004 (Terça-feira) na região de Paraty e Ubatuba. As duas eu já conhecia bem. A Joatinga já tinha feito em 2003 (relato aqui) e é bem tranquila. A Trindade-Camburi também já tinha feito em 2003 também, mas no sentido inverso (relato aqui). Pegamos dias de muito Sol na Joatinga, mas passamos por apuros em uma delas e a experiência que tivemos serviu como lição.





Foto acima: pela trilha com Praia de Ponta Negra ao fundo






Fotos da Travessia da Joatinga: clique aqui
Tracklog para GPS da travessia da Ponta da Joatinga: clique aqui

Fotos + croqui da trilha Camburi-Trindade: clique aqui
Tracklog para GPS da travessia Camburi-Trindade: clique aqui




Seguindo de barco para a Praia do Pouso
Saímos de São Paulo de ônibus no feriado da Independência bem de manhãzinha e chegamos em Paraty por volta das 14:00 hrs. Como pretendíamos retornar a SP no Domingo, resolvemos comprar as passagens para o horário das 16h30min. Cinco dias de caminhada eram mais do que o suficientes para fazermos as 2 travessias.
Estávamos com dúvida se ainda conseguiríamos algum barco que nos deixasse na Praia do Pouso da Cajaíba, mas assim que chegamos no cais, encontramos uma escuna que estava retornando para a Praia do Pouso. 

30 de julho de 2004

Relato: Retorno à Pedra do Frade - Dessa vez deu - Angra dos Reis/RJ

Esse retorno a Pedra do Frade era questão de honra. Eu tinha que voltar lá. 
Na primeira subida ao topo dessa Pedra chegamos só até a base e devido à chuvas intensas não conseguimos chegar ao topo. Foi muito frustrante. Veja nesse relato aqui
Mas dessa vez pegamos uma janela de tempo muito boa em Setembro de 2005 e acampamos no topo sem chuvas. 
Estavam eu e a Márcia (que tínhamos ido na primeira vez) e o Jorge Soto que resolveu embarcar com a gente.
Depois de ter passado por um dilúvio na base da Pedra em Julho de 2004, onde não conseguimos chegar no topo por pouco, voltaria lá e tentaria subir mesmo que estivesse chovendo horrores.
Nesse retorno, a trip não era a mesma da primeira vez. O Rogério e o Maurício não quiseram se arriscar.


Na foto ao lado todo o esplendor da Pedra do Frade visto de um mirante





Fotos com os croquis dessa trilha: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui


Nossa intenção era sair na manhãzinha de uma Sexta-feira para tentar chegar ao topo da Pedra do Frade no Sábado à tarde. 
Todos os sites de meteorologia davam como 100% de possibilidades de chuvas na Sexta e Sábado e uma diminuída no Domingo. Felizmente não foi o que aconteceu.
No dia combinado, a Márcia e o Jorge passaram de carro em casa para me pegar e seguirmos em direção à Bananal. Tínhamos que sair no máximo até as 09:00 hrs pois teríamos que chegar em Bananal antes das 14h30min, a tempo ainda de pegar o circular que sobe a serra. O caminho que tomamos para se chegar em Bananal foi seguirmos pela Via Dutra até Queluz e dali passamos por Areias, São José do Barreiro e Arapeí.
Quando passamos por Queluz, seguindo para Areias, para nossa surpresa e espanto encontramos ao longo da estrada algumas placas indicando ESTRADA INTERDITADA à frente. Nesse momento passamos da tranquilidade ao desespero, pois se voltássemos e seguíssemos por uma outra cidade chamada Silveiras não teríamos tempo hábil para pegar o circular. Ficamos sem saber o que fazer e pensando que poderia haver um desvio. E para nossa sorte, havia um, que passava por uma estrada de terra em uma área de reflorestamento. Mas tínhamos que ir rápido, pois nossa pretensão era almoçar ou comer alguma coisa em Bananal e ainda procurar um lugar para deixar o carro durante os próximos dias. 
Sem maiores problemas pela estrada chegamos em Bananal pouco antes das 14:00 hrs. 
No coreto de Bananal
Lá encontramos uma garagem particular a $10,00 Reais/dia e depois fomos comer alguma coisa.
Pouco antes das 14h30min seguimos para a Praça onde ficamos aguardando o ônibus que saiu por volta das 14h45min. 
O valor da passagem era de $7,00 Reais e o ônibus é bem velho e com poucas pessoas dentro. 
Inicialmente segue por imenso vale até começar a subir a serra, quase sempre em zigue zague. Nosso destino era a bifurcação para o Bairro Brastel, já no alto da serra, onde chegamos as 16h20min. 

20 de julho de 2004

Relato: Dilúvio na Pedra do Frade - Angra dos Reis/RJ

Este relato é sobre a tentativa de se chegar ao topo da Pedra do Frade, localizado na Serra do Mar de Angra dos Reis/RJ em Julho de 2004. 
Para alguns era primeira vez e tivemos vários problemas. 
Iniciamos por Bananal/SP e finalizamos no Bairro do Perequê em Angra dos Reis, na estrada que marca o final da Travessia do Parque Nacional da Serra da Bocaina, próximo ao Rio Mambucaba.


Na foto ao lado, em um momento raro de abertura do tempo, pude pegar um pouco da Pedra do Frade



Fotos e os croquis dessa trilha: Clique aqui

Tracklog para GPS: Clique aqui




Durante muito tempo tentei várias vezes obter informações ou algum mapa ou croqui dessa trilha, saindo de Bananal/SP. O Sérgio Beck (famoso montanhista) tinha descrito essa subida saindo do Hotel do Frade, em Angra dos Reis/RJ, mas já tinha a informação de que a subida pelo Hotel não era mais permitida. 
O jeito era conseguir informações da trilha saindo de Bananal, passando pela Pousada Brejal. As que consegui eram sempre informações básicas. 
Entrei em contato com alguns guias que já tinham acompanhado pessoas nessa trilha, mas sempre encontrava dificuldades – raramente algum guia passa informações detalhadas de trilhas onde ele sempre tá caminhando; isso é normal, é o ganha pão dele; não os critico por isso. 
Igreja de Bananal
Acabei conseguindo um croqui básico da trilha com um colega de uma lista de discussão sobre trekking (Rogério), que me passou também as coordenadas da trilha mapeada em GPS.
E através dessa lista de discussão também fiquei sabendo que o Rogério e o Maurício tinham tentado realizar essa trilha saindo de Bananal, mas devidos a chuvas não chegaram até o topo. Troquei vários e-mails com os dois e dessa forma marcamos para subir a Pedra no feriado de 09 de Julho de 2004 (feriado somente em SP). 
O Felipe que também estava no grupo que tentou a primeira subida me enviou um croqui mais detalhado de toda a trilha feito pelo Carlinhos (dono da Pousada Brejal). Já tínhamos os croquis e o Rogério estava levando o GPS dele com o tracklog que ele criou quando tinha ido lá. Agora era contar com tempo bom. 
Éramos eu, a Márcia, o Rogério e o Maurício e nossa pretensão era a de entrar por Bananal, passando pela Pousada do Brejal e subir o Frade e depois descer até Angra dos Reis, completando a travessia. 
Com o croqui e o tracklog para GPS do Rogério com certeza não teríamos problemas de navegação na subida até o topo da Pedra; já para a descida não tínhamos informação nenhuma. 
Eu e a Márcia saímos de Sampa em direção a Bananal e lá aguardaríamos na Praça Principal de Bananal o Rogério e o Maurício que viriam do RJ para subirmos até a Pousada Brejal, localizada no alto da Serra da Bocaina, que estava a cerca de 1 hora e 30 minutos.
Coreto de Bananal
Existe um circular que sai da praça principal de Bananal e chega + - próximo da Pousada do Brejal, mas com horários um pouco ingratos (06h30min e 14h30min) o que nos obrigou a arranjar um transporte. 
No dia combinado (09/07) por volta das 21:00 hrs os dois chegaram em uma Kombi e seguimos em direção a Pousada Brejal. 

28 de maio de 2004

Relato: Fim de semana na Pedra do Baú - São Bento do Sapucaí/SP

Esse relato é sobre a subida da Pedra do Baú em 1 fim de semana de Maio de 2004 juntamente com a Márcia, vindo na caminhada de São Bento do Sapucaí. 
Pegamos tempo bom e acampamos no topo.




Na foto ao lado, a Márcia subindo pelas escadas no lado sul da Pedra do Baú







Fotos: clique aqui


Essa subida da Pedra do Baú foi inesperada. Minha intenção e da Márcia era fazermos a travessia Marins-Itaguaré, mas devido a alguns pequenos problemas não pudemos realizar.
Então surgiu a Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. Subida muito tranquila e como já a conhecia de alguns anos atrás, sabia como chegar lá. Apenas no paredão da Pedra era que tínhamos de tomar um pouco de cuidado.
Saímos de Sampa no dia 22/05 (Sábado) no ônibus das 07h30min em direção a S. Bento do Sapucaí, pela empresa Expresso Mantiqueira.
Já na subida da Serra notamos que o tempo não estava tão bom e só torcíamos para que pelo menos não chovesse.
Chegamos em S. Bento por volta das 10h30min e logo compramos nossa passagem de volta para as 15:00 hrs do dia seguinte (Domingo).
Passamos na Lanchonete/Restaurante “Ocê qui sabe” que fica ao lado da Rodoviária e comemos alguma coisa, pois teríamos uma longa caminhada de cerca de 5 horas até o topo da Pedra do Baú.
Caminhada pela estrada
Assim que saímos da cidade (por volta das 11h15min), caminhamos cerca de 5 Km pela estrada que leva a Pedra do Baú e ao Paiol Grande.
Ao passarmos pela Placa do Km 5 e pela Casa de Cultura do Paiol Grande (do lado direito) saímos do asfalto à direita e iniciamos a longa subida íngreme até a base da Pedra.
Logo nos deparamos com uma estrada de asfalto (era novidade para mim) que conduz ao estacionamento próximo da entrada da trilha.
Quem quiser vir de carro da cidade só vai pegar trecho asfaltado.
Essa subida pela estrada não tem como errar e é sempre subindo.
De frente para a Pedra do Baú
Depois de passar por algumas casas do lado esquerdo, chegamos no início da trilha (junto ao um estacionamento) por volta das 15:00 hrs e notamos vários escaladores na Pedra da Ana Chata.
Na Pedra do Baú, nenhum, o que era muito bom.
Tínhamos a pretensão de pernoitar no topo e existiam poucos lugares para montar  barracas.
Pegamos cerca de 5 litros de água junto a uma bica de água e seguimos em frente pela trilha.

15 de abril de 2004

Relato: Encharcado no topo do Pico do Paraná - Serra do Mar/PR

Aqui é o relato da subida do Pico do Paraná, localizado na Serra do Mar do PR. 
Fiz toda a caminhada sozinho em Abril de 2004, mas não dei muita sorte porque peguei chuvas torrenciais, o que me causou alguns problemas, mas consegui chegar no topo. 
Só o visual que atrapalhou um pouco.

Foto ao lado: na subida da crista com Pico do Paraná bem ao fundo





Fotos e um croqui estão nesse álbum: Clique aqui


Algumas informações que eu consegui desse pico diziam que era uma subida bem hard, mas tinha a vantagem da trilha ser bem demarcada, então fui para lá sem preocupações.
Só tinha receio das torrenciais chuvas que estavam ocorrendo na região Sul naquela semana e como já tinha marcado alguns dias de folga no trabalho, não tinha como mudar as datas e o jeito era ir assim mesmo. 
Saí de São Paulo em direção a Curitiba no dia 04 de Abril, em um Domingo planejando retornar no dia 07 ou 08 (Quarta ou Quinta-feira).
No Terminal Tietê peguei o ônibus das 07:00 hrs e já quase na divisa de SP/PR peguei chuva forte, o que já era um mau presságio.
No posto do Tio Doca (Shell), no Km 48 já no PR, cheguei por volta das 12:00 hrs com tempo bom. O posto é bem fácil de encontrar, pois fica logo após a Represa de Capivari. 
Descendo no Posto tive que retornar uns 2 Km até a 2ª ponte, junto ao Km 46, onde se inicia a estrada de terra à direita em direção à Fazenda Pico do Paraná.  Já na estrada de terra, cerca de uns 15 minutos depois de iniciada a caminhada, passei ao lado de vários pés de caquis ao longo da estrada, que estavam abarrotados, mas que eram moles demais, o que inviabilizava levar alguns para a trilha. 
Porteira da Fazenda PP
Mais 15 minutos de caminhada existe uma bifurcação à esquerda que leva a alguns sítios e chácaras, mas o caminho é sempre seguindo em frente, se orientando pela placa Fazenda Pico do Paraná. 
Passei ao lado de uma Igreja da Assembléia de Deus à esquerda e mais alguns minutos uma outra bifurcação, onde sigo para a esquerda . 
Daqui para frente o trecho começa a ficar mais íngreme e será assim até a porteira de entrada da Fazenda Pico do Paraná, onde termina a estrada, cerca de 1 hora e 30 minutos desde a Rodovia, chegando aqui pouco depois das 14:00 hrs.
Assim que se passa a porteira existe uma descida forte até a sede da Fazenda e à direita já é possível ver uma pequena crista por onde passa a trilha e com alguns picos ao fundo (Caratuva e Itapiroca).
Já lá embaixo, após passar o riacho (pegue água aqui) há uma pequena casa à esquerda onde se deve pagar uma taxa.
O Sr. Dílson, que é o responsável pela Fazenda, diz que o dinheiro é para a manutenção da trilha e que a Fazenda ainda disponibiliza banheiro e chuveiro quente para os montanhistas. No dia que passei aqui o estacionamento tinha aproximadamente uns 10 carros, então eu iria cruzar com muita gente voltando do Pico.

20 de março de 2004

Relato: Trilha das 7 Praias e Travessia do Saco das Bananas - Ubatuba/SP

Essas 2 trilhas fizemos no meio da semana de Sol muito forte em Março de 2004.
Em 1 dia fizemos a trilha das 7 Praias e no outro a do Saco das Bananas. 
A maioria das praias são de difícil acesso e algumas são literalmente desertas. A trilha é bem demarcada e sem problemas de navegação, por isso é uma caminhada perfeita para quem quer curtir uma praia tranquila e quase deserta. Esse relato foi escrito juntamente com a Márcia.

Na foto ao lado, Praia do Deserto e do Cedro ao fundo, visto da trilha





Fotos dessas 2 caminhadas: Clique aqui

Tracklog para GPS da Travessia do Saco das Bananas: Clique aqui





                      Trilha das 7 Praias 

Essas 2 trilhas são muito conhecidas dos mochileiros. Muitos a chamam de trilha da Praia do Bonete ou trilha das 7 praias desertas e alguns dizem que dá para se fazer de bicicleta tranquilamente. Levamos um pequeno mapa e algumas dicas que conseguimos na net e lá fomos nós.
A saída de São Paulo foi ainda de madrugada, por volta das 05:00 horas da manhã do dia 10 de Março.
Seguimos pela Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto para depois descer em direção ao litoral pela Tamoios com trânsito bem tranquilo de uma Quarta-feira e a chegada na Praia da Lagoinha, pouco à frente da divisa entre Caraguatatuba e Ubatuba, foi sem grandes problemas três horas mais tarde.
Camping Super Star
Deixamos o carro estacionado no Camping Super Star; (foi o único que conseguimos encontrar mais próximo do início da trilha). O lugar é bem organizado, banheiros separados com chuveiro quente, gramado bem plano e junto da areia da praia. Depois de montar a barraca na grama, Sr. José, dono do camping, nos indicou o lado onde começa a trilha e lá fomos nós.
Como o camping estava localizado no meio da praia, tivemos que caminhar para caramba até chegar no no início da trilha, que é bem fácil de encontrar. Seguimos até o extremo da praia, à esquerda, por onde passa um rio que desagua na praia e aqui iniciamos a caminhada pela trilha do outro lado do rio. 

30 de janeiro de 2004

Relato: Contornando Ilhabela/SP na caminhada

Esse é um relato sobre uma caminhada que eu fiz para contornar Ilhabela, seguindo pelas praias e trilhas voltadas para alto mar, realizada em Janeiro e Fevereiro de 2004. 
O início foi em Borrifos (extremo sul da Ilha e fui terminar na Praia do Jabaquara, tendo como participantes até um certo trecho a Márcia e o Jorge Soto.






Foto acima, na Praia do Poço 




Fotos dessa caminhada + mapa da ilha: clique aqui


Como iria fazer essa trilha sem a ajuda de ninguém que tivesse feito essa caminhada, resolvi pesquisar sobre esta travessia na Internet, mas encontrei pouca coisa.  Encontrei algumas pessoas me deram algumas dicas da Praia do Bonete e de como chegar lá, onde ficar e o que visitar nessa praia. Da Praia do Bonete até Castelhanos me disseram que havia uma trilha, mas isso eu iria conferir somente lá.  
Saindo de Castelhanos e seguindo até a Praia da Serraria encontrei algumas dicas e me disseram que havia uma outra trilha. O problema era da Praia de Serraria para frente, pois não tinha encontrado nada e se existisse mesmo uma trilha, com certeza o mato estava tomando conta. A única maneira era perguntando para os moradores das praias. 
Como estava de férias em todo o mês de Janeiro, planejei fazer toda essa caminhada em uns 8 a 10 dias e no final completei em 8 dias, mas dei muita sorte.
O relato abaixo dividi pelos dias que estava caminhando para facilitar a leitura. 
Iniciei com a Marcia e o Jorge Soto a caminhada no dia 29/Jan em Borrifos e terminei sozinho na Praia do Sino no dia 06/Fev, onde peguei um circular até a balsa e de lá segui para a Rodoviária de São Sebastião onde embarquei de volta para SP. Abaixo, o relato de cada dia: