20 de novembro de 2003

Relato: Trilha Camburi-Trindade - De Ubatuba à Paraty próximo ao costão

Esse relato da travessia da Praia de Camburi (Ubatuba) até Trindade (Paraty) é uma continuação da subida ao Pico do Corcovado que eu e o Jorge Soto tínhamos feito no dia anterior - relato aqui. Não demos muita sorte no Corcovado e torcíamos para que nessa travessia não pegássemos chuvas. O início dela fica próximo da praia e dali segue por trilha em mata fechada quase próxima ao costão até terminar na Praia do Caxadaço, já na Vila de Trindade.




Na foto acima, no meio da trilha chegando em Trindade



Fotos + croqui da trilha: clique aqui

Tracklog para GPS dessa trilha: clique aqui



Naquele dia 6 de Novembro de 2003 (Quarta-feira) ao descermos do Pico do Corcovado nossa intenção era emendar com a Trilha Camburi-Trindade e pelo menos agora a chuva tinha cessado. Depois de seguirmos de circular do Bairro do Corcovado até a Rodoviária de Ubatuba, tínhamos de pegar um outro circular que saia as 14:00 hrs. Era o circular Picinguaba/Divisa e saímos no horário, descendo no ponto final pouco mais de hora depois (junto à Rio-Santos e da Cachoeira da Escada) e aqui fomos na caminhada pela estrada de terra que leva até a Praia de Camburi.

16 de novembro de 2003

Relato: Perrengue no Pico do Corcovado - Ubatuba/SP

Esse relato é sobre a subida ao Pico do Corcovado em Ubatuba/SP que eu fiz junto com o Jorge Soto.
Tivemos alguns problemas na trilha, já que nossa intenção era subir o pico por um acesso conhecido como Picada do Lacerda. 
E para piorar, depois tivemos mais problemas no topo.


 Foto ao lado: na base do Pico do Corcovado com parte dele encoberto



Fotos + croqui: clique aqui

Tracklog para GPS da trilha, saindo da Praia Dura: clique aqui



Em Novembro de 2000 eu e o Sérgio (velho colega de Faculdade) subimos pela primeira vez o Pico do Corcovado entrando pela Praia Dura. A trilha era bem demarcada e pegamos um tempo perfeito no topo, mas voltei de lá com gosto de quero mais.
E exatamente depois de 3 anos, em Novembro de 2003 resolvi voltar lá com o Jorge Soto, mas agora por um outro acesso, que sai da Cachoeira do Ipiranguinha, junto ao Horto Florestal.
Próximo de lá sai uma trilha chamada Picada do Lacerda, mas o que eu tinha eram somente alguns waypoints para GPS, mas assim mesmo fomos para lá.
Cachoeira do Ipiranguinha
A Cachoeira do Ipiranguinha eu sabia que ficava perto do Horto Florestal, mas essa Picada do Lacerda era uma incógnita.
Plotando os waypoints numa carta topográfica, lá fomos nós. 
Saímos de São Paulo bem de manhãzinha numa Terça-feira (dia 04/11), chegando em Ubatuba por volta das 11:00 hrs e optamos por descer do ônibus no trevo que sai da Rio-Santos e segue pra a Rodoviária de Ubatuba. Ali poderíamos ficar aguardando o circular até o Horto Florestal, mas fomos na caminhada pela Rodovia Osvaldo Cruz até próximo do Horto Florestal. Poucos metros antes de cruzar com um rio que passa dentro do Horto, seguimos à esquerda  pela Estrada da Cachoeira dos Macacos.
Essa estrada atravessará um pequeno bairro sempre com o rio do lado direito e conforme íamos seguindo pela estrada, algumas pessoas vinham nos perguntar para onde estávamos indo e assim que respondíamos, diziam que nunca tinham ouvido falar dessa trilha, a Picada do Lacerda. Até veio um morador dizendo que conhecia muito bem a região e bla...bla...bla...bla e também não conhecia essa trilha.
E aí eu e o Jorge pensamos: estamos f...... (moradores ao lado da trilha não a conhecem, agora só faltava os waypoints estarem errados). 

31 de julho de 2003

Relato - Travessia Transmantiqueira: Marins - Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra todas juntas na mesma caminhada

Aqui é um relato de uma mega travessia pela Serra da Mantiqueira onde caminhei pela Marins-Itaguaré, Serra Fina e Serra Negra, todas de uma vez só realizada em Julho de 2003. As três eu fiz uma na sequência da outra, iniciando no Pico do Marins e terminando na Vila de Maromba, em Visconde de Mauá. Já tinha feito a Marins-Itaguaré em duas outras oportunidades - um dos relatos onde passei por um perrengue e tanto é esse: clique aqui
A Serra Fina também já tinha feito uma vez, mas levei 6 dias para cruzá-la, devido às chuvas que peguei no topo da Pedra da Mina - relato aqui
Enquanto que a Serra Negra era a minha primeira vez.


Na foto acima, no início da subida pela crista da Serra Fina que marca a divisa SP/MG





Fotos dessas 3 travessias junto com cartas topográficas, mapas e croquis: Clique aqui

Tracklog para GPS da trilha do Pico do Marins: Clique aqui

Tracklog para GPS da travessia da Serra Negra: Clique aqui



Para realizar essas 3 travessias só tinha dúvidas em relação a Serra Negra, já que era a única que eu não tinha feito entre as 3. 
Para essa trip consegui reunir mais 4 trilheiros: Jorge Soto (Sampa), Téo, Ricardo e o Temujin (Pouso Alegre/MG) mas eles seguiram somente até o final da Serra Fina. A Serra Negra eu tive que completar sozinho. Sacanagem né; me deixaram na mão.
Na manhã do dia 15/7 (Terça-feira) encontrei o Jorge na Rodoviária do Tietê em São Paulo e o resto da galera iria encontrar na base do Pico do Marins, onde iriamos acampar. Pelo nosso planejamento não iríamos ter apoio nenhum de veículo ou algum suporte durante o trajeto e pelo roteiro iríamos terminar em cerca de 10 dias.
Para a 1ª travessia (Marins-Itaguaré) eu e o Jorge pegamos o ônibus no Tietê em direção a Itajubá e descemos logo depois da divisa SP/MG, no alto da Serra da Mantiqueira, uns 5 minutos depois do Posto Policial para quem vem de Piquete. 
O horário marcava 11:00 hrs e ainda teríamos que caminhar em um ritmo forte por cerca de 15 Km até para chegar no Acampamento Base Marins, onde se inicia a trilha até a base do Pico do Marins. Assim que descemos na Rodovia, seguimos por uma estrada de terra no sentido leste. Logo no início dessa estrada há uma placa de Fazenda Saiqui, como referência. Inicia-se numa parte plana e depois tendo uma subida forte. 
Água não é problema, pois existem várias nascentes na estrada e depois de uma longa subida com uma bica de água do lado direito, a estrada passa por um mata-burros e aqui se inicia a descida até a sede da Fazenda, que vai estar do lado esquerdo. Depois das casas dos moradores da Fazenda à esquerda, logo a frente haverá uma bifurcação à direita indicando Pico do Marins (desse ponto já dá para ver o Marins imponente à sua frente). Seguindo por ela, logo em seguida se chegará ao Acampamento Base, que pertence ao Milton onde atualmente existe um camping estruturado e um enorme estacionamento para veículos. Daqui para frente se inicia uma subida bem íngreme em zig zag na direção do Morro do Careca.

29 de julho de 2003

Relato: Travessia da Ponta da Joatinga - Paraty/RJ

Este relato é a continuação da Travessia da Serra da Bocaina - Trilha do Ouro - (relato aqui) que eu tinha terminado em Mambucaba, Angra dos Reis. Como estava de férias e dispunha de vários dias, peguei o circular no Bairro e segui até Paraty para no dia seguinte tomar um barco para a Praia do Pouso da Cajaíba e de lá iniciar outra caminhada, na direção da Praia Martim de Sá.
A travessia na Serra da Bocaina tinha sido bem tranquila, por isso ainda tinha fôlego para mais uma outra caminhada.



Foto acima, na trilha próxima do costão com a Praia Martim de Sá ao fundo




Fotos e um croqui com a trilha plotada: clique aqui

Tracklog para GPS dessa travessia: Clique aqui



Depois de ter chegado em Paraty vindo de Angra dos Reis já tinha uma indicação de hospedagem na cidade: era a Pousada Marendaz (Página no Facebook: Clique aqui), que eu já tinha ficado uma outra vez.
A localização é perfeita e seus preços são relativamente bons e como era uma Segunda-feira (07 de Julho de 2003) nem fui com reserva, pois sabia que a cidade estaria vazia.

28 de julho de 2003

Relato: Travessia do Parque Nacional da Serra da Bocaina - Trilha do Ouro - SP/RJ

Esse é um relato da travessia da Serra da Bocaina que eu completei em 4 dias em Julho de 2003. Ela é muito conhecida pelo nome de Trilha do Ouro e se inicia em São José do Barreiro/SP e termina no bairro de Mambucaba em Angra dos Reis/RJ, cruzando de norte a sul o Parque Nacional. Normalmente se faz essa caminhada em 3 dias, mas como eu tinha intenção de conhecer o Pico do Tira Chapeú, resolvi emendar uma caminhada na outra. 
Fiz primeiramente a caminhada até o topo do Pico do Tira Chapéu e depois segui para a travessia do Parque Nacional da Serra da Bocaina.




Foto ao lado: na base da Cachoeira do Veado, já quase no final da travessia







Fotos e croquis: Clique aqui

Tracklog para GPS da caminhada ao Pico do Tira Chapéu: Clique aqui

Tracklog para GPS da Travessia da Serra da Bocaina: Clique aqui



Minha pretensão inicialmente era somente fazer a travessia da Serra da Bocaina (Trilha do Ouro), mas como o Pico do Tira Chapéu ficava próximo da portaria do P.N., não teria de sair muito do meu roteiro.
Seriam 4 dias de caminhada exaustiva, mas as belas paisagens da Serra da Bocaina compensariam o esforço.
Peguei algumas dicas na net sobre a Trilha do Ouro, mas não me preocupei muito porque todas falavam que essa travessia é bem tranquila e sem receio de se perder.
Enviei a solicitação de autorização (obrigatória) ao P.N. para iniciar a travessia no dia 06 de Julho e depois liguei confirmando se tinham recebido. Tudo ok.
Um problema de se chegar na cidade de São José do Barreiro (onde se inicia essa travessia) é a escassez de ônibus. Saindo de SP somente a empresa Pássaro Marrom faz esse itinerário, mas não é todo dia que ela faz esse percurso, por isso a melhor alternativa é seguir de Sampa até Guaratinguetá e de lá até São José do Barreiro.
E com isso só fui chegar na cidade no início da tarde do dia 04 de Julho (Sexta-feira).
Quanto a hospedagem, já tinha uma indicação da Pousada da D. Maria que fica junto da Igreja Matriz e segui para lá. É uma pousada simples e pequena, mas perfeita para passar a noite.
Depois de acomodado no quarto, saí para procurar algum transporte até o alto da Serra da Bocaina e comer alguma coisa.
Fiquei sabendo que sempre tem algum veículo que sai ao lado da Igreja, mas são bem caros. O ideal é para um grupo grandes, mas eu estava sozinho naquele dia.
Há uma pessoa chamada Zé Pescocinho  que é um dos mais baratos para levar até o alto da serra e recomendado por muita gente que já tinha feito essa caminhada.
Depois de me informar com a D. Maria onde fica a casa dele, fui até lá.
O carro que ele tem é um Fusca, mas fui informado por ele que só tinha eu para subir a serra, então ficaria muito caro. E com isso não me restou alternativa senão subir até o alto da serra na caminhada mesmo.