25 de agosto de 2000

Relato: A clássica travessia do Parque Nacional da Serra dos Órgãos

Por causa de uma longa greve na Faculdade onde estudava (Geografia/USP) no ano de 2000, resolvi fazer uma caminhada, já que eu estava de férias no trabalho. Chamei o Marcos, o Sérgio e o Ronaldo que por sua vez chamou sua namorada. Todos eram colegas de Faculdade e estavam sem fazer nada também. Marcamos para Agosto daquele ano e com a pretensão de fazer em 3 ou 4 dias, mas não conhecíamos nada sobre o lugar. Era perigoso sim, mas tínhamos uma certa experiencia em trilhas.

Na foto acima, local do 2º pernoite, no Morro do Dinossauro de frente para o Garrafão



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O Marcos e o Sérgio eram velhos conhecidos de faculdade (até tínhamos feito algumas trilhas juntos) e o Ronaldo eu tinha conhecido naquele semestre, mas parecia que estava disposto a caminhar por vários dias, assim como a sua namorada (no final não aconteceu isso).
Na Rodoviaria do Tietê
Peguei algumas anotações do livro Caminhos da Aventura do Sérgio Beck (famoso montanhista) e também da extinta Revista Família Aventura e sem necessidade de reserva para a travessia junto do Parque Nacional, lá fomos nós. Na noite do dia 12 de Agosto todos nós 5 (eu, o Marcos, o Sérgio, o Ronaldo e a namorada dele - não consigo lembrar o nome dela) nos encontramos na Rodoviária do Tietê para embarcar em direção a Petrópolis no horário das 23:00 hrs. O tempo até que estava relativamente bom e a viagem foi tranquila. 
Na madrugada o ônibus fez uma parada no Shopping Graal em Resende e pouco antes das 06:00 hrs estávamos chegando na Rodoviária de Petrópolis. Só foi descer do ônibus e já fomos atrás do circular que seguia para o Terminal Correas e ele até que não demorou muito para sair.
O ônibus seguiu quase que vazio, mas foi lotando ao longo do caminho e como era Domingo encontramos muita gente que estava voltando da balada e conversando com alguns passageiros, ficamos sabendo que no dia anterior tinha chovido muito durante a noite e dava para ver que em vários pontos da serra a neblina encobria tudo.
Subindo o Vale do Bonfim
O percurso até o Terminal Correas foi rápido e uns 30 minutos depois já estávamos tomando um outro circular, agora para o Bairro do Bonfim que nos deixaria no vale que dá acesso a portaria do Parque Nacional.
Logo que descemos no ponto final, já arrumamos nossas mochilas e preparamos para começar a subida do vale até a portaria.
Esse trecho é todo feito subindo por uma estrada de terra e conforme íamos subindo, a neblina ao redor dos picos ia se dispersando prometendo um dia de muito Sol.