29 de junho de 2016

Relato: Pico do Garrafão - Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

Sabe aquele momento em que você tenta conhecer um lugar, mas circunstancias alheias a sua vontade interferem e não consegue o objetivo?
Pois foi isso que aconteceu na primeira vez que fui tentar chegar no topo desse pico. A caminhada era para chegar nos Picos do Esplanada e do Garrafão e até consegui chegar no topo do Esplanada, mas por não encontrar uma trilha que ligasse os dois, tive que abortar e depois do Esplanada seguir para o Pico do Itapanhaú (nesse relato). Só que dessa vez estava indo somente para o Garrafão e pela trilha tradicional, que segue um longo trecho pela Estrada da Adutora, para depois seguir por estradas secundárias até a base do pico. O início da caminhada foi também no Km 74,3 da Rodovia Mogi-Bertioga, onde desci do circular Manoel Ferreira, seguindo depois pela Estrada da Adutora Rio Claro e usando um tracklog para GPS. Foi uma caminhada longa e na volta, finalizei o trecho final no escuro, mas sem maiores dificuldades. 
Era o último pico que planejava fazer nessa região (Pedra do Sapo, Pico do Esplanada e Itapanhaú já tinha concluído) e com previsão de um Domingo de muito Sol, lá fui eu.


Na foto acima o Pico do Garrafão visto do topo do Pico do Esplanada



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Vídeo em HD com vários comentários ao longo da caminhada: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui





Bairro Manoel Ferreira
Aquele Domingo de manhã não estava tão frio quanto os outros dias e depois de desembarcar do Metrô na Estação Itaquera, segui pela CPTM até Guainases e de lá até a Estação de Estudantes. 
O problema foi aguardar um longo tempo no Terminal de ônibus municipais, esperando o circular Manoel Ferreira sair. Até tinha chegado cedo no local, mas só fui sair de lá por volta das 09h30min.
O ônibus, para variar, estava com vários trilheiros sentados no fundo, mas ninguém desceu no ponto de ônibus do Km 74,3 junto da Estrada de acesso ao Bairro. 
E exatamente as 10h20min iniciava a minha caminhada pela Estrada de terra que leva ao Bairro Manoel Ferreira e a partir daqui sigo pela Estrada da Adutora, rumo leste, paralela a tubulação de Agua da SABESP.
Adutora
Ao passar ao lado de uma plantação de pimentões toda queimada pela geada dá pena de ver – se não foi perda de 100%, chegou próximo disso. Nas bifurcações o rumo é bem obvio: seguir próximo da Adutora, às vezes pela direita ou esquerda para contornar um ou outro pequeno morro.
Lá pelas 11:00 hrs a Pedra do Sapo surge em destaque à direita e com cerca de 1 hora de caminhada, passo ao lado do Restaurante da D. Maria, que estava cheio. Não perguntei, mas me pareceu ser uma agencia de trekking com 23 pessoas se aprontando para sair em direção a Pedra do Sapo. Só cumprimentei um dos guias e segui em frente. Mais uns 10 minutos de caminhada e chego na bifurcação que leva a essa Pedra e ao Pico do Itapanhaú, mas continuo seguindo em frente, paralelo à tubulação. 
Reflorestamento
Aqui uma boa noticia: o Sol resolveu dar as caras e com ele é bem melhor caminhar.
Depois de passar embaixo da Adutora, a Estrada chega a uma bifurcação à esquerda, mas continuo seguindo pela estrada principal, agora com a tubulação de água do lado esquerdo e enterrada.
O que chama a atenção aqui é o vasto trecho de reflorestamento de eucaliptos pertencente à Suzano Papel e Celulose. 
A paisagem se abre à esquerda, revelando morros e mais morros só com reflorestamentos. E com cerca de 1h30min de caminhada desde a Rodovia, chego numa bica dágua do lado direito, perfeito para uma pequena parada. Depois de devorar um lanche, encho o cantil, mas não precisava, já que na base do Garrafão existe um riacho. 
Pico do Esplanada
Voltando à caminhada, em algumas aberturas no morro do lado direito, o Pico da Esplanada aparece por entre a mata atlântica, com altitude um pouco abaixo do Garrafão.
Um pequeno sítio abandonado com o nome de Esplanada surge no meio da mata e alguns minutos desde a bica dágua, chego na última casa, onde um pequeno cachorro de nome Tripa resolver correr atrás de mim, mas sem representar perigo. 
Nos fundos da casa um belo lago com patos e peixes (acho que era isso).
Mais alguns metros e chego na placa da Fazenda Casa Verde (pertencente a Suzano) e é aqui que se inicia a trilha que leva ao topo do Esplanada. 
Alguns clics e volto a caminhar, pois tenho ainda um longo trecho até o Garrafão. 
Adutora
A estrada é plana, com pequenos trechos em declive e com a vantagem de ser no meio dos eucaliptos, escondendo os raios do Sol, para alivio da minha cabeça.
De vez em quando a totalidade do topo rochoso do Esplanada surge por entre o reflorestamento juntamente com o Garrafão, que só aparece com uma pequena pontinha de seu domo arredondado, logo ao lado.
Com quase 2 horas de caminhada, passo embaixo da Adutora, mas dessa vez não é a tubulação redonda e sim um enorme duto de concreto por onde a água passa. Lembra um pouco aqueles antigos dutos de água da época colonial, que ainda resistem em algumas capitais pelo país.
E exatamente com 2h20min desde a Rodovia, chego a um pequeno portão metálico de cor amarela do lado direito. 
Cruzando a porteira
É aqui que saio da estrada principal e sigo por estradas secundárias até a base do Garrafão. 
O rumo agora é sentido sul e oeste, como seu eu estivesse retornando tudo o que eu caminhei, mas não tem como evitar. A caminhada segue pela estrada, contornando um morro pela esquerda até chegar a um fundo de vale, onde encontro uma bifurcação. Aqui é preciso tomar cuidado, porque o caminho mais demarcado parece ser a bifurcação em frente, mas o rumo a tomar é o da esquerda, passando por uma pequena ponte de concreto sobre um riacho com laterais de tubos de metal
A caminhada é sem maiores dificuldades contornando morros à esquerda e direita com algumas pequenas bifurcações ao longo do trecho, mas a navegação é bem óbvia. 
Garrafão ao fundo
A totalidade do Esplanada e a lateral do Garrafão surge nas encostas de um vale e é um visão de encher os olhos. 
Logo a estrada adquire um aclive um pouco mais acentuado com trechos de paralelepípedos e vou caminhando pelo vale entre o topo do Garrafão à esquerda e o Esplanada à direita. Um riacho ao lado é perfeito para um reabastecimento de água, pois daqui em diante não encontrei nenhum outro ponto com o precioso liquido.
E exatamente as 13h05min chego na clareira à esquerda que marca o início da trilha que leva ao topo do Garrafão. Foram quase 3 horas desde a Rodovia e daqui em diante chega de estrada. Agora era por dentro da mata, finalmente. 
Marcações
Pelo descampado, vou seguindo a trilha até encontrar o local exato onde ela entra definitivamente na mata fechada e segue crista acima. Um pouco complicado esse início, mas deixei algumas fitas amarradas em pequenas árvores que podem ajudar o mais perdidos.
Se tiver problemas nesse trecho e não encontrar a trilha, o ideal é retornar até a estrada secundária e seguir em frente, já que ela vai contornar todo o Pico do Garrafão e do outro lado, existe uma outra trilha que se inicia por lá saindo em um pequeno ombro do Garrafão – é como se fosse um atalho, já que ela evita passar por um trecho complicado.
Mas se resolver seguir pela trilha do descampado, a navegação segue por dentro da mata sempre ascendente.
Topo
Depois de uns 50 metros de aclive, se chega a um pequeno ombro do Garrafão e aqui a trilha vira bruscamente para a esquerda, rumo nordeste – existe uma fita bem visível assinalando o local. É daqui em diante que ela apresenta os trechos mais íngremes, sempre subindo rumo ao topo, sem bifurcações e com trechos que lembram a subida do Pico do Corcovado, em Ubatuba, por ser íngreme demais. Mas a maior parte da subida é tranquila, passando por trechos de bambuzinhos e vegetação alta que não permite que se vê nada na subida. 
E exatamente as 13h20min e com 3h20min de caminhada desde a Rodovia e 30 minutos de subida pela crista chego no topo, que é um pouco frustrante, já que o lugar é coberto de vegetação alta e árvores para todos os lados com somente um marco geodésico de concreto de mais ou menos 1 metro de altura assinalando que ali é o ponto mais alto do Pico do Garrafão.
Litoral tomado pelas nuvens
Junto do marco também existe uma área descampada e plana que pode acomodar várias barracas, mas o visual de toda a região que é mais importante, isso não tem.
Ao sul, até existe uma abertura por entre as árvores, mas só conseguia visualizar um vasto colchão de nuvens que encobria tudo ao redor. Esperava ver o litoral, mas não deu.
Até dei uma explorada no topo, na direção norte e leste e o visual é um pouquinho melhor, mas cheio de vegetação do mesmo jeito.
A altitude aqui é de cerca de 1070 metros e com subida pela crista de cerca de 250 metros de desnível desde o descampado.
E para não voltar com peso na mochila, agora era hora comer todos os lanches e sucos que eu tinha trazido, além de dar uma descansada também. 
Névoa sobre o vale
Fiquei aqui no topo pouco mais de 1 hora e já pensando que poderia seguir no escuro o trecho final de retorno, então era hora de descer e as 14h40min iniciei a caminhada de volta.
Quando terminei a trilha de descida e cheguei no descampado, uma névoa espessa cobria todo aquele vale e não permitia que eu visse nada ao redor e com isso a temperatura também tinha diminuído bastante. Paciência né, pelo menos meu objetivo eu tinha alcançado.
E ao longo do caminho encontro alguns trilheiros que estavam voltando da Pedra do Sapo e vou conversando com eles até chegar no centro do Bairro Manoel Ferreira, pouco depois das 18:00 hrs e aqui só fico aguardando o circular até o Terminal Estudantes e de lá trem até SP.





Algumas dicas e informações úteis

# A distancia total desde a Rodovia até o topo do Pico do Garrafão é de cerca de 14 Km sem muita diferença de altitudes, caminhando entre 770 metros a 830 metros. Só o trecho final possui uma declividade muito grande.

# Para quem pretende vir de carro, seguem as opções para estacionamento:
1- Junto ao Terminal de Estudantes. É bem seguro e é uma boa opção para quem não quer vir de trem.
2- Bar da D. Maria – ela deixa estacionar no local sem cobrar nada, mas lembrando que a estrada até lá não é das melhores. Muito buraco e pedra.
3- Se não quiser arriscar o carro pela Estrada da Adutora, é possível deixa-lo no centro do Bairro Manoel Ferreira, em frente ao ponto de ônibus do circular.

# Para a logística de trens e ônibus, segue o link dos horários do circular Manoel Ferreira, que sai do Terminal Estudantes, já que o intervalo entre um ônibus e outro passa de 1 hora - É só clicar aqui.

# Para fazer essa trilha usei o GPS do telefone celular com um tracklog que peguei no Wikiloc e foi criado pelo grupo de trekking Fotos & Trilhas
Esse aqui: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9192384

# No Play Store são encontrados inúmeros apps de GPS para telefone celular. Alguns até possibilitam ir plotando a trilha. 
O que eu uso é o GPX Viewer e o Orux Maps. Tendo ele no celular, é só fazer o download do tracklog e depois abrir no app. É bem simples.

14 de junho de 2016

Relato: Picos da Esplanada e Itapanhaú – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

No mês de Abril quando cheguei ao topo da Pedra do Sapo (relato aqui) visualizei alguns picos próximos e que estavam com altitudes um pouco acima, me atiçando a curiosidade para conhecê-los algum dia.
E fui pesquisar quais eram esses picos e como chegar até eles em uma caminhada de um 1 dia qualquer.
O primeiro que apareceu na lista foi o Pico do Itapanhaú, onde fica uma enorme torre de telefonia celular, mas o acesso é feito por estrada asfaltada, tornando muito fácil a caminhada. Olhando na carta topográfica, outros picos eram o Esplanada e o Garrafão, que estão um ao lado do outro.
E deixando o Itapanhaú de lado, pensei em fazer esses dois, mas para chegar no topo do Garrafão teria de sair de um e chegar ao fundo de um vale onde se acessa a trilha que leva ao Garrafão. 
No Google Maps esse trecho não parecia ser muito longo, então lá fui eu.
Só lamento não ter acontecido como eu planejei, mas no final não deu para reclamar.
O acesso a eles é seguindo pela mesma estrada que leva ao topo da Pedra do Sapo, descendo no Km 74,3 da Rodovia Mogi-Bertioga e seguindo pela estrada paralela a Adutora Rio Claro.  
O primeiro que eu ia subir foi o Esplanada para depois seguir para o Garrafão. E no feriado do dia 26 Maio o clima ajudou e não pensei 2x. 
Com o tracklog desses dois picos, lá fui eu.



Na primeira foto o lado leste do topo do Pico da Esplanada e abaixo o Pico do Itapanhaú com sua torre da Vivo



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Vídeo em HD com algumas fotos dessa caminhada: clique aqui


Tracklog até o topo do Pico da Esplanada: clique aqui



Bairro Manoel Ferreira
Não foi fácil acordar em um feriado de muito frio pela manhã, mas era por uma boa causa. Desembarcando do Metrô na Estação Itaquera, fiz a transferência para a CPTM, em direção a Guaianases e lá fiz outra baldeação em direção a Estação de Estudantes, onde cheguei pouco depois das 09:00 hrs. Do lado direito da estação fica o Terminal de ônibus municipais e logo embarquei no circular Manoel Ferreira.
Vários trilheiros sentados no fundo, mas nenhum deles desceu no Km 74,3, junto da Estrada de acesso ao Bairro. Parece que todos estavam indo para as cachoeiras, alguns Kms mais à frente.
E pouco depois das 10:00 hrs estava iniciando a caminhada, seguindo pela Estrada de terra que leva ao Bairro Manoel Ferreira, onde chego em cerca de 10 minutos.
Adutora Rio Claro
Desse ponto a tubulação da Adutora da SABESP segue paralela a Estrada sentido leste. Depois de plantações de legumes e com cerca de cerca de 30 minutos de caminhada chego na primeira bifurcação, onde sigo para direita, passando embaixo da Adutora. 
A Pedra do Sapo, de vez em quando, se destacava à direita e pelo caminho encontro alguns bikers. Com cerca de 1 hora de caminhada chego no Restaurante da D. Maria, que é um ótimo ponto de apoio para uma refeição ou um estacionamento para alguém que veio de carro. O que chama a atenção é o único orelhão em toda essa caminhada, e que ainda funciona. 

12 de abril de 2016

Relato: Pedra do Sapo – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

Depois de conhecer as Cachoeiras da Light e da Pedra Furada recentemente (relato aqui e aqui), que ficam próximas da Rodovia Mogi-Bertioga, fui pesquisar outras opções na mesma região para uma trip futura em um Sábado ou Domingo qualquer. 
Deixando de lado as cachoeiras, minha intenção agora era subir algum dos picos que ficam próximos da Rodovia e a Pedra do Sapo era a primeira da lista. 
Seu acesso ao topo pode ser feito por 3 lugares diferentes: ao sul, iniciando no Km 79 da Rodovia, mas o trecho é de vegetação alta e eu não estava a fim de varar mato. Os outros 2 acessos são os mais usados: subindo por uma trilha à oeste e leste da Pedra, iniciando a caminhada no Km 74,3 e passando pelo Bairro Manoel Ferreira. Quem acessa a Pedra por essas 2 trilhas passa pelo centro do Bairro e segue por uma estrada paralela a Adutora do Rio Claro (enorme tubulação de água da SABESP). E com um tracklog da trilha pelo lado leste lá fui eu em um Sábado de muito Sol.


Na foto acima, de frente para a Pedra do Sapo


Fotos dessa caminhada: clique aqui

Também gravei 1 video com trechos dessa caminhada e imagens do topo em HD: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui



Inicio da caminhada junto da Rodovia Mogi-Bertioga
Acordei bem de manhãzinha, pois minha pretensão era chegar na Estação Estudantes (em Mogi das Cruzes) antes das 08:00 hrs para pegar o circular que saia logo em seguida.
Desci do Metrô na Estação Itaquera e em seguida embarquei no trem da CPTM até Guaianases, levando cerca de 20 minutos nesse trajeto. Lá fiz a baldeação para o trem em direção a Estação de Estudantes, que levou quase 1 hora de viagem. No Terminal de ônibus municipais, que fica do lado direito da Estação, embarquei as 08h15min no circular Manoel Ferreira.
Achava que o ônibus estaria lotado de trilheiros, mas somente um grupo seguia para as cachoeiras próximas da Mogi-Bertioga. 
Eu fui o único a descer na Rodovia ao lado da estrada que acessa o Bairro Manoel Ferreira. 
Bairro Manoel Ferreira
A localização é fácil, porque o ponto de ônibus fica junto da entrada do Bairro e pouco depois do Km 74, antes da Rodovia cruzar a Adutora da SABESP. 
Por estar em um lugar que não conhecia, desse local em diante fui me guiando pelo croqui do tracklog – preferi ainda não usar o GPS para não consumir os dados do celular. 
Em cerca de 10 minutos pela estrada de terra chego no centro do bairro, que se resume a um mercadinho/barzinho, algumas residências e um ponto de ônibus coberto. 
Aqui é o meu primeiro contato com a tubulação da SABESP, que será minha referencia dali em diante.

29 de março de 2016

Dicas: Cachoeira da Light – Serra do Mar de Biritiba Mirim/SP

Nesse inicio de 2016 não deu para fazer nenhuma caminhada que eu tinha planejado. A chuva não ajudou muito e preferi não arriscar em lugares onde pudesse passar por perrengues. Com os dias passando e o verão indo embora, eu já nem tinha mais esperança de fazer alguma trilha.
E na última semana da melhor estação do ano, o clima ajudou com a chuva dando uma trégua e a previsão era de tempo bom. E com isso não pensei 2x. 
Foi em cima da hora, já que decidi numa Sexta-feira para fazer a caminhada no Domingo, mas no final deu tudo certo.
Escolhi a Cachoeira da Light do Rio Sertãozinho, próximo da Rodovia Mogi-Bertioga, pois sabia como era uma parte da trilha, já que exatamente 2 anos atrás, em Março/2014 ao visitar a Cachoeira da Pedra Furada (relato aqui), segui por cerca de 20 minutos pela trilha que acessa essa cachoeira e constatei que não era tão complicada.
O acesso e a logística são relativamente simples, já que um circular que sai de Mogi das Cruzes tem ponto final a cerca de 3 Km do início da trilha.
E para quem não conhece a Cachoeira da Pedra Furada, essa é boa opção para visitar as duas, já que a distancia entre uma e outra é de no máximo 1 hora de caminhada por trilha não tão difícil. Claro que isso é para quem tem uma certa experiência em trekking.
Nessa postagem abaixo vou somente colocar algumas informações úteis e interessantes, em vez do tradicional e detalhado relato, já que não considero essa trilha complicada.
É uma caminhada que dá para ser feita sem correria em um Sábado ou Domingo qualquer de tempo bom, porque com tempo chuvoso é perda de tempo.


Na foto acima, na base da Cachoeira da Light, junto ao Poção



Fotos dessa caminhada: clique aqui

Também gravei 2 videos em HD dessa trip.
Um mostrando como é a trilha de acesso e a Cachoeira da Light: Clique aqui

Outro somente mostrando como é a Cachoeira da Pedra Furada: Clique aqui



Tenda junto da Cachoeira
# Infelizmente muita gente teve a mesma ideia que eu e a trilha estava com uma quantidade grande de grupos – contei mais de 30 pessoas fazendo a trilha. E isso porque não encontrei as vans de agencias que trazem muito mais gente, mas pelo menos quase a totalidade ficou na Cachoeira da Pedra Furada.

# Ao chegar na Cachoeira da Light encontrei o lugar deserto e quando estava saindo de lá chegou um grupo de 3 pessoas.

# O tempo ajudou e a maior parte do tempo estava um Sol de rachar com alguns momentos de tempo nublado, mas nada de chuva.

# Na Cachoeira da Light existem alguns descampados (uns 3 ou 4) e são perfeitos para camping. Encontrei até uma tenda improvisada montada junto ao rio.

# Sinal de telefonia celular não tem em nenhum ponto da trilha.



Como chegar ao início da trilha

20 de agosto de 2015

Relato: Travessia Itumirim - Carrancas/MG

Quando fiz a Travessia da Serra do Papagaio em 2011 era possível ver do topo do Pico do Papagaio e em alguns trechos dessa caminhada uma serra longitudinal que se elevava bem ao norte. E quando voltei para SP fui consultar as cartas topográficas da região para saber o nome dela: era a Serra de Carrancas e me atiçou a curiosidade de um dia fazê-la de um extremo ao outro (leste a oeste), mas os anos se passaram e fui deixando de lado. E em 2013 fui fazer com o Rodrigo e a Rosana (velhos amigos de caminhada) a Travessia Lapinha-Tabuleiro
Era minha primeira caminhada que foi feita totalmente em área de cerrado e campos rupestres e de lá só trouxe boas recordações, por isso prometi a mim mesmo que voltaria a fazer uma caminhada nesse tipo de vegetação se tivesse outra oportunidade e ela surgiu em 2015. 


Foto acima mostrando a trilha pela crista da Serra da Estancia


Fotos dessa travessia: clique aqui

Vídeo-resumo de toda a caminhada com trilha sonora do Pink Floyd, em HD: clique aqui

Tracklog para GPS: clique aqui

Criei vários vídeos ao longo dessa caminhada; o 1º deles é esse, também em HD: clique aqui






Serras do Campestre e da Bocaina ao fundo
E com Julho chegando, fiz uma lista dos lugares que pretendia caminhar naquele mês. O primeiro, que já vinha tentando fazer a vários anos, mas nunca dava certo era a Serra do Quiriri, na divisa PR/SC. 
E para variar, esse ano também não daria, já que na região sul estava chovendo a vários dias, deixando até algumas cidades embaixo d’água e com isso tive que partir para o Plano B, que era a travessia pelo cerrado na Serra de Carrancas. 
Definido o lugar da caminhada, fui pesquisa-la no Google e a maioria dos relatos que encontrei detalhavam a Travessia Itutinga - Carrancas, que passava por 3 serras: Pombeiro, Galinheiro e de Carrancas em um circuito em forma de “C“. 
Circuito em Z
Olhando as cartas topográficas da região nota-se que entre Lavras e Carrancas se elevam várias serras: a da Bocaina, Campestre, Estancia, Pombeiro, Galinheiro e Carrancas, porém o que mais chama a atenção é o formato do circuito que elas formam: em “Z“, sendo que a Bocaina, Campestre, Estancia e Pombeiro formam uma sequencia única de serras. Já um pequeno trecho da Serra do Pombeiro e a do Galinheiro formam o outro trecho, enquanto a Serra de Carrancas finaliza o circuito. 
Pensei comigo: se desse para fazer todas as 6 serras juntas, seria uma linda caminhada e o que é melhor: sempre pelo cerrado, alternando com campos rupestres e vegetação de gramíneas.
Início da Serra da Estancia
Mas era longa demais e eu não dispunha de tantos dias para fazê-la - creio que o ideal é de 4 a 5 dias. Mas tinha uma saída: eliminar as Serras da Bocaina e Campestre, iniciando a caminhada por Itumirim, que é uma cidade vizinha de Lavras.
Dessa forma dava para fazer o circuito em Z começando pela Serra da Estancia e totalizando uns 3 a 4 dias pelas 4 serras.
E com uma bela vantagem: saindo de Itumirim até a base da Serra da Estancia, a caminhada seria pela linha férrea, ainda ativa e usada pela empresa FCA/VLI (Ferrovia Centro-Atlântica, do grupo VLI); bem melhor do que uma caminhada pelo asfalto.
A data que eu tinha disponível era do dia 20 a 23 de Julho (exatamente Segunda a Quinta-feira), inviabilizando qualquer tentativa de encontrar alguém que encarasse essa travessia no meio da semana. 
Restaurante Graal na Rodovia Fernão Dias

Já estando em uma cidade no sul de MG, o acesso até Lavras não seria complicado. Segui em um ônibus da Viação Gardênia em direção a BH, desembarcando no Posto/Restaurante do Graal, na Rodovia Fernão Dias, próximo do trevo de Lavras por volta das 12:00 hrs do dia 20/07. 
Do posto segui em outro ônibus da empresa São Cristóvão que me deixou na Rodoviária de Lavras, chegando por volta das 13:00 hrs e lá adquiri a passagem para Itumirim, saindo as 14h30min, sendo a mesma linha de ônibus que segue para Carrancas.
O ônibus saiu no horário e as 15h10min estava desembarcando em frente da Igreja Matriz de Itumirim, onde desceram apenas 3 pessoas.